Integração entre as duas operações já atingiu diversas áreas, em duas etapas; faltam ainda a marca e a tecnologia total

“O processo de integração continua crescendo. Hoje não se diferencia mais o que é Real e o que é Santander”, avalia Fabio Barbosa, presidente do banco Santander, ao comentar a integração entre o banco espanhol e o holandês, comprado em 2008. Desde então, duas etapas do processo de integração já foram concluídas.

Dessas duas etapas, fizeram parte a integração da administração, das áreas de risco, recursos humanos, marketing, controladoria e compliance. Além disso, também já foram unificadas as atividades de atacado, private e gestão de recursos, bem como toda a área de cartões, caixas eletrônicos e seguros. De acordo com Barbosa, neste segundo semestre será a vez da unificação da marca e do atendimento, chegando a 95% do volume total.

“A grande virada na marca será durante o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, em novembro”, avisa Barbosa, referindo-se ao evento esportivo tradicionalmente patrocinado pelo banco. "As mudanças serão anunciadas cerca de uma semana antes." Mas, segundo ele, os clientes continuam com o mesmo número de conta, com a mesma senha e “até com os mesmos gerentes”. O executivo afirma ser muito importante um correntista entrar numa agência e encontrar seu gerente lá, apesar da mudança da marca do banco.

O presidente do Santander conta que a estratégia da instituição se dá pelo processo de “tombamento”. Escolhe-se uma área do banco e, no dia seguinte, tudo já está integrado. Há bancos que optam pelo sistema de integração paulatina, em que cada agência vai migrando para o novo modelo uma após a outra.

“No futuro, haverá mudança nos números das contas. Nossa preocupação foi em não causar rupturas no relacionamento com o cliente”, explica Barbosa. O que ficou fora da integração, por enquanto, foi o serviço de pagamento de empresas e a tecnologia. A integração tecnológica total será concluída no primeiro semestre de 2011.

Por conta do processo de integração, o Santander obteve sinergias de R$ 1,446 bilhão no segundo trimestre, R$ 246 milhões acima da meta estabelecida anteriormente. “Nossa meta é alcançar R$ 2,4 bilhões em três anos.”

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