Viagem pela história mostra Ibovespa dinâmico

Composição do índice variou nas últimas 4 décadas

Aline Cury Zampieri, iG São Paulo | 29/03/2010 18:59

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Uma viagem pela história do principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o Ibovespa, mostra que o mercado de ações pode ser muito mais dinâmico do que se imagina. Apesar de Petrobras praticamente manter seu peso no indicador ao longo de quatro décadas, outros setores não tiveram tanta sorte e simplesmente foram varridos do mapa, como energia e telecomunicações.

Como pode ser visto no gráfico do índice, o setor de bancos tinha 20% de participação no começo de 1980, mas viu sua importância cair pela metade nas duas décadas seguintes. Apenas recentemente, com a abertura de capital de grandes instituições financeiras e da própria Bolsa de Valores, voltou a ter uma fatia maior do bolo, novamente em torno de 20%.

Siderurgia, com cerca de 10% do Ibovespa durante três décadas, também perdeu espaço, na década de 2000. Esse período foi de reinado das telecomunicações, quando Telebrás respondia sozinha por 40% do total. No começo desse século, energia também estava em voga, com quase 20% do Ibovespa.

A análise dos setores na Bovespa também mostra que Vale, a maior produtora de minério de ferro do mundo, praticamente não possuía representatividade, com 3,6% no ano 2000. Neste começo de década, no entanto, rivalizava com Petrobras, do alto dos seus 15% de fatia.

Pulverização

Apesar desse crescimento da Vale, a tendência do mercado tem sido de pulverização no número de representantes do índice. Papéis que sozinhos tinham o peso de vários segmentos, como Paranapanema em 1990 (28%) e Telebrás em 2000 (40%), saíram do radar nessa década.

Agora, Petrobras e Vale dividem espaço com Itaú Unibanco, BM&FBovespa, Gerdau, Bradesco e Usiminas. Neste começo de 2010, nada menos que nove papéis possuem mais de 3% de participação no índice. Em 1980, eram apenas cinco.
 

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