SÃO PAULO - O resultado trimestral de grandes empresas como Petrobras e Banco do Brasil, o vencimento de opções sobre ações e indicadores econômicos internacionais devem estar no foco dos investidores da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), no pregão inicial desta semana. Nesta manhã, o Ibovespa futuro operava sem tendência definida, ao avançar apenas 0,09%, aos 66.175 pontos.

SÃO PAULO - O resultado trimestral de grandes empresas como Petrobras e Banco do Brasil, o vencimento de opções sobre ações e indicadores econômicos internacionais devem estar no foco dos investidores da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), no pregão inicial desta semana. Nesta manhã, o Ibovespa futuro operava sem tendência definida, ao avançar apenas 0,09%, aos 66.175 pontos. Na sexta-feira passada, o Ibovespa teve valorização de 0,45%, aos 66.264 pontos. O giro financeiro atingiu cerca de R$ 6 bilhões. Na última semana, o índice acumulou baixa de 2,69%. Na agenda americana desta segunda-feira, os agentes analisam índices de atividade dos setores imobiliário e industrial de agosto. No cenário europeu, a Eurostat, agência oficial de estatísticas da região, revelou que a inflação anual na zona do euro avançou para 1,7% em julho. No mês anterior, ainda no comparativo anual, o indicador de preços ao consumidor havia subido 1,4%. Já na comparação entre julho e junho, os preços apresentaram deflação de 0,3%. Na Ásia, o governo japonês informou que a economia do país se desacelerou fortemente no segundo trimestre. Entre abril e junho, o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão cresceu apenas 0,4% em relação ao mesmo período de 2009, e 0,1% na comparação com os três meses anteriores, totalizando US$ 1,288 trilhão. No primeiro trimestre, a economia japonesa havia avançado 4,4% sobre o mesmo período de 2009 e 1,1% em relação aos três meses anteriores (dados revisados). Pela manhã, os índices futuros americanos registravam leve queda, assim como as bolsas europeias. Na Ásia, a maior parte das bolsas também iniciou a semana em baixa, após a divulgação do PIB japonês. O índice Nikkei 225, da bolsa de Tóquio, caiu 0,61%, enquanto, em Seul, o Kospi recuou 0,17%. Já em Xangai, o Shanghai Composite subiu 2,11%, enquanto, em Hong Kong, o índice Hang Seng teve alta de 0,19%. De volta ao cenário local, ao fim da temporada de balanços, os investidores analisam os resultados de grandes instituições. A Petrobras encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 8,295 bilhões, um aumento de 1,7% ante os R$ 8,16 bilhões apurados no mesmo período do ano passado. A receita líquida cresceu 20,2%, para R$ 53,63 bilhões. E o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 15,927 bilhões, queda de 9,5%. Já o Banco do Brasil fechou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de R$ 2,7 bilhões, o que corresponde a uma elevação de 16,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A Brasil Foods - empresa resultante da fusão entre Sadia e Perdigão -, por sua vez, registrou lucro de R$ 132 milhões no segundo trimestre, 72% abaixo do resultado líquido de igual período do ano passado (R$ 476 milhões). De abril a junho, a receita líquida somou R$ 5,532 bilhões, 5% acima das vendas do segundo trimestre de 2009. Já a JBS S.A fechou o segundo trimestre deste ano com um lucro líquido de apenas R$ 3,7 milhões, 97,1% a menos do que em igual intervalo de 2009, quando havia registrado ganho de R$ 125,9 milhões. Os dados consolidados da JBS no trimestre não incluem os números da Inalca JBS, empresa na qual a brasileira é sócia do grupo Cremonini, com 50% do capital. A Eletrobrás saiu de um prejuízo de R$ 2,09 bilhões, no segundo trimestre de 2009, para um lucro de R$ 995,4 milhões, no mesmo período deste ano. No setor elétrico, a Cemig obteve lucro líquido consolidado de R$ 290,5 milhões no segundo trimestre, resultado 44,5% menor que o registrado um ano antes. A receita líquida totalizou R$ 2,954 bilhões, praticamente estável em relação aos R$ 2,972 bilhões do segundo trimestre de 2009. (Beatriz Cutait | Valor)

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