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A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue em leve alta nesta terça-feira, mas há pouco operava em terreno negativo. As principais bolsas da Ásia fecharam em alta e, na Europa, os mercados abriram em terreno positivo. O Ibovespa, principal índice da Bolsa, registrava alta de 0,05% às 12h20, aos 69.359 pontos.

A agenda da terça-feira não é numerosa, mas tem indicadores relevantes tanto em âmbito doméstico quanto externo. No Brasil, as atenções se voltam ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 ( IPCA ) de março, que subiu 0,55%, em linha com o esperado.

Nos Estados Unidos, sai o resultado da venda de casas usadas no mês passado. As previsões oscilam de queda de 4,75 milhões a 4,99 milhões de unidades, contra a leitura de 5,05 milhões feita em janeiro.

No campo corporativo são aguardados os números da Brasil Ecodiesel, Cemig e Wilson Sons.

Efeito Vale

A notícia de que a Vale está reajustando em 114% o preço do minério de ferro nos contratos com seus clientes a partir de abril, com adoção de novo sistema de preços, deve influenciar a Bovespa na sessão.

Segundo reportagem do jornal "Valor Econômico", a Vale teria enviado este mês um documento aos seus clientes comunicando a adoção de um novo sistema de preços, o IODEX (IronOre Index), em alternativa ao sistema "benchmark". Clientes do mundo inteiro receberam também uma nova tabela de preços de minério de ferro, a vigorar no segundo trimestre do ano. O preço do tipo minério fino (sinter feed) de Carajás, de maior teor de ferro, subiria para US$ 122,20 a tonelada FOB (entregue em portos da Vale), o que corresponde a um aumento de 114,38% acima do preço de referência de US$ 57 vigente no ano passado. O novo preço valeria para o período de abril a junho.

Segundo os especialistas, se a Vale confirmar oficialmente essa notícia, as ações devem ter alta expressiva durante o dia. O consenso entre os analistas girava em torno de um reajuste de 80%. "Se for mesmo confirmado, esse índice de reajuste de 114% seria muito positivo para a mineradora e para o País, na medida em que terá efeito também na balança comercial", destaca o gestor da Infinity Asset, George Sanders. Ontem, as ações da Vale subiram mais de 1%, puxando o ganho da Bovespa, de 0,31%.

Bolsas internacionais

Na Europa, pesam boas notícias corporativas. Mas chegada de notícias sobre a possível ajuda da União Europeia à Grécia permanece no foco dos investidores, o que pode trazer volatilidade para os mercados, tendo em vista a expectativa em relação ao início da reunião da Comissão Europeia, na quinta-feira, em Bruxelas.

O ministro das Finanças da Grécia, George Papaconstantinou, afirmou hoje que espera uma "solução europeia" em relação a como lidar com a crise da dívida do país.

As bolsas de valores da Ásia encerraram em sua maioria em alta nesta terça-feira, se aproximando do maior nível em dois meses impulsionadas por recuperação nos preços de commodities e ganhos do setor de tecnologia.

Mas os ganhos foram limitados diante da expectativa dos investidores sobre os dados de moradia dos Estados Unidos que serão divulgados ainda nesta terça-feira. Os números poderão dar sinais sobre o estado da economia norte-americana e da recuperação econômica global após a pior crise financeira em décadas.

Dólar

No mercado de câmbio, após três dias positivos para a moeda americana, o real volta a ganhar força no início desta jornada. Por volta de 12h20, o dólar comercial tinha desvalorização de 0,89%, a R$ 1,784 para venda. No cenário externo, o euro e a libra declinavam ante a divisa americana.

(Com Reuters, Agência Estado e Valor Online)

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