UBS não abrirá processos contra administração anterior do banco

Por Emma Thomasson

ZURIQUE (Reuters) - O banco suíço UBS, que foi abalado pela crise financeira e por uma investigação tributária nos Estados Unidos, informou nesta quinta-feira que não vai processar a administração anterior da instituição por receio de que isso possa comprometer sua defesa em processos coletivos abertos nos EUA.

O chairman do UBS, Kaspar Villiger, informou em entrevista coletiva que um processo legal na Suíça contra os ex-administradores do banco poderia prejudicar a posição da instituição nos processos norte-americanos, que pedem reparações de danos na casa dos bilhões de dólares.

Villiger apresentou um relatório pedido pelo parlamento suíço sobre porque o UBS sofreu pesadas perdas durante a crise financeira internacional e permitiu que seus gestores ajudassem clientes norte-americanos abastados a evitar pagamento de impostos.

O executivo afirmou que o banco está agora olhando para frente, não para trás.

"Com nossa decisão de evitar procedimentos legais, não queremos realçar os erros cometidos pelo UBS ou absolver os envolvidos", disse o executivo. "Aprendemos as lições do passado... É importante nos concentrarmos no futuro agora", afirmou.

O UBS pagou uma multa de 780 milhões de dólares em 2009 para encerrar uma investigação criminal nos EUA sobre seus negócios e foi forçado a entregar detalhes de cerca de 4.450 contas secretas para autoridades norte-americanas, como parte do acordo para encerrar o processo civil.

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