Publicidade
Publicidade - Super banner
Mercados
enhanced by Google
 

Subida de Serra nas pesquisas afeta ações da Telebrás

Enquanto a maioria das ações de empresas estatais registram forte alta na bolsa, atribuída à subida do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, nas pesquisas eleitorais, o efeito contrário acontece com a Telebrás

AE |

selo

Enquanto a maioria das ações de empresas estatais registram forte alta na bolsa, atribuída à subida do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, nas pesquisas eleitorais, o efeito contrário acontece com a Telebrás. Os papéis da estatal, que o atual governo pretende ressuscitar para ser a operadora do plano nacional de banda larga (PNLB), acumulam queda superior a 20% este mês, após a passagem do tucano para o segundo turno. De acordo com analistas de mercado, os investidores reagem à possibilidade de Serra suspender a reativação da estatal caso seja eleito. Embora sem dar detalhes, o candidato já declarou que tem um "plano B" para a expansão da banda larga no País. "Diante da ameaça de a retomada da companhia não ir adiante, os investidores vendem as ações para não correr riscos", diz a chefe do departamento de análise da corretora Spinelli, Kelly Trentin. A intenção do governo federal de usar a Telebrás - que não possuía atividades operacionais desde a privatização do sistema de telefonia, há 12 anos - provocou grande polêmica no setor. O presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, avalia que o poder público deveria atuar apenas como formulador do plano de banda larga, estabelecendo metas e concedendo incentivos para os investimentos das empresas privadas, assim como acontece em outros países. "O mais coerente a ser feito é mesmo não continuar com a reativação da estatal", defende. A Telebrás pretende levar banda larga a até 100 cidades ainda este ano e lançou editais para a compra de equipamentos que servirão para ativar a rede, mas os especialistas acreditam que a meta dificilmente será cumprida. A empresa também deu início aos procedimentos para melhorar a governança corporativa, com o ajuste nas cotações da companhia na bolsa. As incertezas sobre a forma de atuação da empresa mesmo em uma eventual vitória da candidata do PT, Dilma Rousseff, também pesam sobre as ações da Telebrás, na avaliação da analista Rosângela Ribeiro, da SLW Corretora. "As ações oscilam conforme as notícias, as cotações ainda não refletem fundamentos", avalia. Apesar da queda recente, a Telebrás ainda acumula valorização expressiva neste ano, na expectativa justamente da retomada das operações da empresa. As ações ordinárias (ON) da companhia fecharam o pregão desta sexta-feira negociadas a R$ 1,36, em baixa de 8,11% e as preferenciais (PN), a R$ 1,12 (-5,88%). No final do governo Fernando Henrique Cardoso, ambos os papéis valiam apenas R$ 0,01 na bolsa. Analistas também atribuem à subida de Serra nas pesquisas a valorização recente das ações de várias empresas estatais. "O mercado julga que um eventual governo do PSDB pode melhorar a gestão das companhias", diz a analista da Spinelli. Ela lembra que esse efeito se estende a algumas empresas privadas que possuem influência do governo, como a Vale. A profissional da SLW destaca, por outro lado, que estatais como a Eletrobras apresentaram melhora operacional nos últimos anos. "A subida de Serra nas pesquisas pode ter sido um gatilho para a alta, mas a verdade é que a Eletrobras já possui fundamentos muito bons, que ainda não estão corretamente precificados nas ações", considera.

Leia tudo sobre: TELECOM E TI

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG