Preocupação com dados fracos nos EUA dominou os mercados. Com maior volume de negócios do Ibovespa, Vale caiu mais de 2%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fehou em queda pela quarta sessão seguida nesta terça-feira, com os investidores fugindo do risco no exterior. O Ibovespa caiu 1,25%, para 65.156 pontos, com um giro abaixo da média, de R$ 4,978 bilhões. A preocupação com a recuperação econômica norte-americana trouxe cautela aos investidores, que também seguem à espera de novidades em relação à capitalização da Petrobras .

Indicadores econômicos dos Estados Unidos são o principal motivo para o comportamento negativo dos mercados na sessão, na opinião de Pedro Galdi, analista da Corretora SLW. "Os EUA estão dando sinais de fraqueza, e isso está pesando", diz. Entre os destaques do dia, dados sobre as vendas de imóveis residenciais usados em julho vieram abaixo do esperado. Em Wall Street, a Nasdaq caía 1,22% por volta de 16h e o Dow Jones perdia 0,92%.

Petrobras e Vale, os dois papéis mais negociados do Ibovespa, registravam perdas significativas no final do pregão desta terça-feira. Como são papéis de grande liquidez, tendem a ser uma porteira de saída dos investidores, segundo Galdi. 

As ações preferenciais da Vale foram responsáveis por 15% dos negócios do Ibovespa e caíram 2,29%, para R$ 41,33. Já as ações preferenciais da Petrobras tinham perda de 1,95%, para R$ 26,14, e foram o segundo ativo mais negociado, com cerca de 9% do total do índice.

Vale

A Vale tem espaço para recuperar a baixa de mais de 2% registrada ontem, após afirmar que são infundados os rumores sobre a compra da canadense Potash. Para Pedro Galdi, analista da Corretora SLW, "o mercado especulou em cima da compra da Potash", operação que ele acredita que não vai acontecer. "Eu estive em na mina de potássio Taquari-Vassouras, da Vale, em Sergipe,e vi que eles tem bastante potássio. Não tem sentido a Vale desembolsar um dinheiro desse e se endividar", diz.

Galdi descartou a influência da inclusão da Vale no cadastro de inadimplentes do governo sobre os papéis da empresa. "É um problema de desencontro de regras e visão dos negócios. A Vale não é caloteira. Não vejo isso como fator para justificar", afirma.

Petrobras

Já o tão esperado prospecto preliminar da oferta de ações da Petrobras deve ser publicado em meados de setembro, o que permitiria que a operação fosse mesmo precificada até o fim do mês que vem.

O prospecto preliminar da oferta da Petrobras deve ser colocado no mercado em 16 ou 17 de setembro. Embora se trabalhe com esse prazo, a decisão final de continuar tocando o processo com esse cronograma ou adiar a operação caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve ontem reunido em São Paulo com o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Embraer

As ações da Embraer caíam 3,23% faltando uma hora para o final do pregão, para R$ 10,49. Nesta terça-feira, um avião que teria sido fabricado pela empresa caiu em Yichum, cidade do noroeste da China.

(Com Agência Estado)

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