Papéis da oferta pública realizada pelo banco em 2009 já se desvalorizaram quase 20%

Os executivos do Banco Santander sugerem que os investidores que compraram ações da instituição no Brasil na oferta de 2009 tenham paciência e aguardem o retorno do investimento no médio e longo prazo. "Eles vão ter um bom retorno. Não se pode pensar no curto prazo”, disse nesta segunda-feira o vice-presidente global do Banco Santander para a América Latina, Francisco Lúzon.

A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) das units do Banco Santander Brasil captou R$ 14,1 bilhões de investidores em outubro de 2009 na maior oferta já realizada na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

“Desde o IPO, a ação sofreu muito com a crise europeia”, disse Lúzon. O papel, lançado a R$ 23,50 no dia 6 de outubro de 2009, já teve desvalorização de quase 20%. No mesmo período, o Ibovespa, índice das ações mais negociadas, recuou 2,3%.

Às 13h35 desta segunda-feira, a unit do Santander era cotada a R$ 18,89, com queda de 0,73%.

Ele salientou a boa posição do banco no Brasil, auferindo gordos lucros. “Distribuímos metade do lucro aos nossos acionistas”, disse, apontando também para uma esperada valorização do papel. “Vai ter um retorno positivo.”

O Brasil deve responder neste ano por 21% do lucro das operações globais da instituição. Em 2009, o ganho global do Santander foi de quase 9 bilhões de euros.

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