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Mercado de opções é alternativa para quem entende de finanças

Quando os mercados futuros têm liquidez, dão origem ao mercado de opções. Elas podem ser de compra ou venda e o participante do mercado pode atuar em várias pontas nos dois segmentos, de opção ou futuro. Pode inclusive fazer combinações com vários tipos de contrato. Esse é um mercado bastante volátil, geralmente operado por quem conhece as regras e entende de finanças. É importante contar com a participação de uma corretora para intermediar os negócios.

Apenas como exemplo, o iG usou informações da BM&FBovespa referentes ao contrato de álcool anidro adaptadas ao etanol hidratado. Uma usina planeja sua produção no início da safra, em maio, e concluí que em setembro terá produzido 30 mil metros cúbicos do combustível. Mas ela não quer correr o risco de o preço cair muito. Liga então para uma corretora e verifica o preço do etanol no mercado futuro para setembro, negociado na BM&F.

No pregão, o preço hipotético do metro cúbico para vencimento em setembro na ponta compradora é de R$ 800 e na ponta vendedora, R$ 810, com o último negócio a R$ 805. A usina faz as contas e conclui que o preço praticado no mercado futuro cobre seus custos de produção e garante uma margem de lucro. Dá uma ordem para a corretora vender mil contratos futuros de etanol com vencimento em setembro, ao preço de mercado.

A corretora fecha o negócio pelos R$ 805. Supondo-se que cada contrato equivale a 30 metros cúbicos, os mil contratos visam proteger os 30 mil metros cúbicos que sairão da usina. Independente do que ocorrer no mercado à vista de etanol, a usina assegurou o preço para o combustível.
Como o contrato tem liquidação apenas financeira, em seu vencimento a usina determina à corretora uma compra da mesma quantidade de contratos e zera sua posição. No exemplo, não usamos taxas, corretagem e margens cobrados nas operações.

Se o preço no vencimento cair para R$ 780 por metro cúbico no mercado à vista na data do vencimento, a usina irá compensar a diferença com sua operação na Bolsa, já que havia ganho R$ 25 por contrato. Em números: os mil contratos renderão R$ 750 mil, mais R$ 23,4 milhões da venda no mercado à vista totalizam R$ 24,150 milhões. Ou R$ 805 por metro cúbico de etanol.

Caso o preço suba para R$ 820 no vencimento dos contratos, a usina irá ter uma perda de R$ 15 por contrato na operação na BM&F ou R$ 450 mil no total. Desconta-se esse valor dos R$ 24,6 milhões da venda no mercado físico por R$ 820 e chega-se aos R$ 24,15 milhões de receita final, ou R$ 805 por metro cúbico. Exatamente o preço estipulado inicialmente como meta pela usina.

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