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SÃO PAULO - A Sadia negou nesta terça-feira irregularidades em operações cambiais e informou que está colaborando com as investigações da Polícia Federal sobre supostas fraudes da companhia nos contratos de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), usado na antecipação de recursos para exportadores a um custo reduzido. De acordo com matéria publicada pela Folha de S. Paulo, documentos que integram o inquérito da Polícia Federal apontam que a empresa usou ACCs sem comprovar que realizou todas as exportações que lastreavam os contratos.

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A suspeita é que tais transações - realizadas antes mesmo da fusão com a Perdigão em maio de 2009 - tenham sido feitas para enviar ou trazer dólares ao Brasil.

Em nota de esclarecimento, a Sadia diz que todos os contratos de ACC estão lastreados em exportações efetivamente realizadas e registradas no Sisbacen (sistema de informações do Banco Central) e no Siscomex (sistema integrado de comércio exterior).

Fora isso, afirma que todas as operações estão "devidamente contabilizadas" nas demonstrações financeiras da empresa.

A companhia acrescenta que não estava no foco das investigações, mas sim a corretora Lira, alvo de inquéritos por suspeitas de remessas ilegais de dólares. Conforme a Folha de S.Paulo, a Sadia operava com a corretora, o que deu origem às investigações sobre as transações relacionadas à companhia.

A Sadia afirma que já apresentou à Polícia Federal, na condição de testemunha, a documentação que comprova a "lisura e a licitude" das operações praticadas pela empresa com a corretora Lira, acrescentando que se mantém à disposição das autoridades para ajudar no esclarecimento dos fatos.

A empresa também esclarece o fato de ter feito US$ 60 milhões em operações de ACC em apenas um dia. Segundo a nota, esse volume de negócios não é atípico, dado que, em 2008, as exportações da companhia chegaram a ultrapassar US$ 300 milhões num único mês.

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