Fabricante de máquinas brasileira quer pagar US$ 117 milhões por empresa americana, mas tem de enfrentar resistência do conselho

A fabricante de máquinas e equipamentos Indústrias Romi decidiu prorrogar pela terceira vez a oferta hostil pela totalidade das ações da empresa americana Hardinge. O prazo venceria na sexta-feira passada.

Com isso, o prazo final passa a ser o dia 14 de julho, sendo mantida proposta de US$ 10 por papel, o que corresponde a um montante de US$ 116,9 milhões por 100% do capital.

Segundo a companhia brasileira, os detentores de mais de 48% das ações em circulação da Hardinge já aderiram à oferta. O sucesso da operação depende da adesão de dois terços do capital, além da retirada de mecanismos de proteção à aquisição hostil de uma participação igual ou superior a 20% da companhia americana.

No sentido de retirar essa barreira, a Romi tem procurado abrir um canal de negociação com a cúpula da Hardinge, mas o conselho de administração da companhia americana tem rejeitado o diálogo, classificando a oferta de inadequada, oportunista e fora dos interesses da empresa e seus acionistas.

Por sua vez, o presidente da Romi, Livaldo Aguiar dos Santos, disse hoje, em nota, que a redução no guidance de vendas da Hardinge para o segundo trimestre reforça sua convicção de que a oferta é a "melhor alternativa disponível" à empresa americana. "É o momento do conselho de administração e os administradores ouvir as opiniões dos acionistas da Hardinge", afirmou Santos. (Eduardo Laguna | Valor)

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