Publicidade
Publicidade - Super banner
Mercados
enhanced by Google
 

Remuneração de agências ainda é ponto obscuro

Para especialistas, é difícil encontrar um modelo que elimine as “tentações” de ambos os lados

Aline Cury Zampieri, iG São Paulo |

As sugestões de melhoria feitas por especialistas não tocam num ponto crucial para a avaliação de risco no mundo: o conflito de interesse gerado na relação de pagamento. Atualmente, quem paga a agência é o próprio emissor da dívida. Esse papel, no passado, já foi do investidor.

Nesse ponto, as avaliações convergem para a opinião das próprias agências. “Não há uma resposta final, não há uma fórmula perfeita”, diz o professor George Ohanian, do Insper.

Fitch, Standard and Poor’s e Moody’s foram questionadas sobre o assunto pelo iG. Apenas a Moody’s respondeu até o fechamento da reportagem. O estrategista de comunicação da agência, Eduardo Barker, diz que o conflito será inerente a qualquer modelo de negócios que se adote.

Administrando os conflitos

“Assim, a principal questão é como administrar a situação de maneira que não interfira no processo analítico.” Ele diz que a Moody’s têm código de conduta e vem tomando iniciativas para mitigar as chances de problemas.

Divulgação
Para Erivelto Rodrigues, da Austin Rating, agências se preocupam com a credibilidade
No modelo atual, o emissor remunera a agência. Barker lembra que, nele, os emissores se sentem motivados em ver seus próprios ratings mantidos ou, idealmente, elevados.

Mas ele reforça que, no modelo em que os investidores pagam, também existe a tentação de ver os ratings de seus investimentos numa trajetória ascendente, caso estejam “comprados” em um determinado papel.

A última opção que vem sendo discutida é a remuneração por governos. “Estes também são classificados pelas agências e, com freqüência, encontram seus objetivos sociais em conflito com as forças de mercado, e podem estar fortemente motivados em preservar ou elevar os ratings desses emissores de dívida pública.”

Para Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating, quando a ética não é suficiente, a credibilidade acaba ditando o comportamento das agências. “Se a nota divulgada está mal calculada, o próprio mercado irá punir o agente ruim.”
 

Leia tudo sobre: Moody

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG