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Previsão de analistas é que a capitalização seja uma operação pública e qualquer pessoa possa aplicar entre R$ 3 mil e R$ 300 mil

As regras para que investidores comprem as ações da Petrobras na nova oferta que capitalizará a estatal ainda não foram definidas, mas analistas esperam que a operação seja pública e que as pessoas físicas possam fazer reservas para adquirir entre R$ 3 mil e R$ 300 mil em papéis da petrolífera. Outra opção é uma oferta privada apenas para os atuais acionistas da estatal. Neste caso, os investidores farão aportes e têm menos chances de ver suas participações diluídas, já que as ações serão ofertadas para um menor número de potenciais investidores. A previsão inicial é que a oferta aconteça até o fim de julho, antes das férias no hemisfério norte.

“A priori, será uma oferta pública, com formação de preço via bookbuilding [verificação da demanda dos investidores para calcular o preço da ações na oferta]”, afirma Osmar Camilo, analista de energia da Socopa. Se essa previsão se confirmar, o procedimento para o investidor que quer comprar pela primeira vez as ações da estatal é o mesmo de outras ofertas: abrir uma conta em uma corretora, depositar o valor que pretende solicitar e esperar o processo de fixação dos preços, explica Eduardo Oliveira, operador de mesa da UM Investimentos. Normalmente, os investidores não são atendidos na totalidade de seus pedidos e há rateio entre as pessoas que fizeram as reservas. Com isso, levam para casa apenas uma parte do que pediram.

A segunda possibilidade é a de que apenas os atuais acionistas possam participar da capitalização da Petrobras. “Ainda está tudo muito nebuloso”, diz Fernando Góes, da Wintrade, que acredita que, neste caso, o investidor poderá subscrever um percentual do que ele já detém. “O limite poderá ficar em 30%”, comenta Oliveira, da UM Investimentos, o que normalmente acontece em operações similares. Isso significa que o acionista poderá aumentar em até 30% sua posição na companhia.

Caso a oferta seja privada, quem ainda não possui ação da empresa - mas quer participar da capitalização - precisa adquirir o papel antes. Dessa forma, o investidor se torna um acionista e poderá subscrever no momento da operação. Essa estratégia seria vantajosa se o preço da ação for mais baixo na operação do que no mercado. “Em 99% dos casos de nova oferta o preço é menor”, lembra Oliveira.

Os analistas ressaltam que, até o momento, nada está certo. A Petrobras está definindo os detalhes que vão reger a oferta com os os bancos envolvidos na operação. Além disso, é aguardada a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na opinião dos analistas, isso não será um entrave, pois Lula deverá sancionar o projeto de capitalização da estatal.

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