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SÃO PAULO, 9 de junho (Reuters) - Por estar mais adiantado do que a média internacional em matéria de prudência, a indústria bancária brasileira não deve temer um novo aperto na regulação do sistema financeiro que está sendo discutida em âmbito global, disseram banqueiros nesta quarta-feira.

"Estamos evoluindo para um Basileia 3 e deve haver um maior requerimento de capital, mas os bancos brasileiros estão com um colchão bastante folgado", disse à Reuters o presidente da Federação Latinoamericana de Bancos (Felaban), Ricardo Villela Marino.

SÃO PAULO, 9 de junho (Reuters) - Por estar mais adiantado do que a média internacional em matéria de prudência, a indústria bancária brasileira não deve temer um novo aperto na regulação do sistema financeiro que está sendo discutida em âmbito global, disseram banqueiros nesta quarta-feira.

"Estamos evoluindo para um Basileia 3 e deve haver um maior requerimento de capital, mas os bancos brasileiros estão com um colchão bastante folgado", disse à Reuters o presidente da Federação Latinoamericana de Bancos (Felaban), Ricardo Villela Marino.

Segundo ele, o aumento das exigências de capital deve ser aprovada no âmbito do G20, grupo das 20 maiores economias do mundo. Este é um dos assuntos que devem ser discutidos na cúpula do bloco, que acontece nos dias 26 e 27 deste mês, em Toronto, no Canadá, embora uma decisão a respeito não deverá ser anunciada agora.

Segundo o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Fabio Barbosa, algum impacto do aperto na regulação financeira global será sentido pelos bancos nacionais, mas o requerimento maior de capital não é a maior preocupação.

"Para o Brasil, haverá novidades na regulação, mas apenas marginais", disse Barbosa a jornalistas.

Segundo as regras atuais do Acordo de Basileia, do qual o Brasil é signatário, os bancos são obrigados a alocar um volume de capital para fazer frente a perdas inesperadas decorrentes dos riscos de mercado e crédito. O índice recomendado é de 8 por cento, mas o Banco Central exige que no país o mínimo seja de 11 por cento.

"Em média, os bancos brasileiros praticam índices ao redor de 15 por cento; então têm bastante folga", disse Marino.

(Por Aluísio Alves)

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