SÃO PAULO - A pressão da Europa sobre os mercados financeiros mundiais voltou e os principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta sexta-feira, que encerra um dos piores meses para o mercado financeiro americano desde o auge da crise. Desta vez, o motivo de preocupação é a notícia de que a Fitch Ratings rebaixou a nota da Espanha de "AAA" para "AA+".

SÃO PAULO - A pressão da Europa sobre os mercados financeiros mundiais voltou e os principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta sexta-feira, que encerra um dos piores meses para o mercado financeiro americano desde o auge da crise. Desta vez, o motivo de preocupação é a notícia de que a Fitch Ratings rebaixou a nota da Espanha de "AAA" para "AA+". Um mês atrás, a agência S & P tinha rebaixado o rating soberano daquele país, de AA+ para AA, com perspectiva negativa, que agora se confirmou. As projeções da última nota da Fitch apontam para estabilidade. No início do mês, a Standard & Poor ' s já tinha rebaixado o país. Grécia e Portugal também já tiveram suas notas rebaixadas. Estas ações das agências mostram que os problemas nas contas públicas dos países europeus são uma questão de longo prazo, o que aumenta os temores de que a recuperação mundial venha a ser prejudicada. Logo pela manhã, a vice-premiê espanhola, María Teresa Fernández de la Vega, anunciou que o teto do gasto orçamentário do governo da Espanha em 2011 será 7,7% menor do que o Orçamento inicial de 2010. Segundo ela, o teto de gasto está em linha com a "austeridade necessária" das contas públicas que o Executivo está obrigado neste momento. Também foram levados em consideração os indicadores americanos divulgados nesta sessão. Em abril, o gasto do consumidor americano ficou estagnado, enquanto a renda registrou um pequeno avanço, sinal de que a recuperação econômica do país pode abrandar. Já a atividade manufatureira na área de Chicago apresentou ampliação em maio, mas o ritmo de expansão abrandou, segundo o Institute for Supply Management (ISM) - Chicago. O setor de tecnologia foi destaque de recuo nesta sessão e as ações da Microsoft caíram 0,7%. No mesmo passo, o setor financeiro perdeu, com o Bank of America caindo 0,13% e o JP Morgan Chase, apresentando desvalorização de mais de 2%. O Dow Jones encerrou as operações com queda de 1,2%, aos 10.136 pontos. O Nasdaq ficou no patamar dos 2.257 pontos, recuo de 0,91%. O S & P-500, por sua vez, perdeu 1,24%, aos 1.089 pontos. (Vanessa Dezem | Valor, com agências internacionais)

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