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Desempenho mais fraco que o esperado da indústria brasileira no mês passado leva juros futuros a uma queda generalizada

Diante do desempenho mais fraco que o esperado da indústria brasileira no mês passado, os contratos de juros futuros registram uma queda generalizada na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). A produção industrial brasileira diminuiu 0,1% em agosto, numa inversão da direção tomada um mês antes, de crescimento de 0,6%.

O resultado veio abaixo do esperado do mercado, que projetava leve expansão para o último mês. No comparativo com agosto de 2009, a atividade fabril apresentou elevação de 8,9%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na BM&F, há pouco, o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 caía 0,01 ponto percentual, para 10,65%, enquanto o contrato de abertura de 2012 cedia 0,05 ponto, para 11,46%. O DI de janeiro de 2013, por sua vez, tinha baixa de 0,03 ponto percentual, para 11,86% e o DI com vencimento em janeiro de 2014 perdia 0,01 ponto, a 11,85%.

Em relatório enviado a clientes, o Banco Fator apontou que a produção industrial de agosto mostrou crescimento menor que o previsto, com queda na produção de bens intermediários, que respondem por 50% da produção.

A instituição ainda ressaltou que a produção de bens de consumo também não está crescendo e que apenas o setor de bens de capital continua a apresentar expansão. "Essa configuração é benéfica para os juros, confirmando o cenário de desaceleração contido no relatório trimestral de inflação do Banco Central, diminuindo o hiato do produto e aumentando a possibilidade da taxa Selic permanecer estável por um período mais prolongado", comentou.

Na avaliação da LCA Consultores, os indicadores prospectivos seguem sinalizando uma atividade industrial "morna" no período restante do ano. "Mantemos inalterada nossa projeção para a produção industrial em 2010, de 11,5%, número que corresponde a uma elevação marginal média de 0,7% ao mês, entre setembro e dezembro. Para 2011, nossa projeção é de crescimento de 3,5%", apontou a instituição.

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