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Volume de captações cresce 27,9% nos três primeiros meses do ano e atinge R$ 10 bilhões, segundo informações da Fenaprevi

O mercado de previdência privada aberta teve seu melhor trimestre desde 2005 ao atingir R$ 10,077 bilhões em captações de janeiro a março de 2010, segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). O crescimento econômico do País e a maior geração e distribuição de renda tiveram reflexo no planejamento financeiro dos brasileiros. O volume de depósitos do primeiro trimestre é 27,9% superior ao total do primeiro trimestre do ano passado, quando R$ 7,879 bilhões ingressaram no sistema de previdência privada aberta.

“As pessoas estão vendo a importância de investir no longo prazo”, afirma Tarcísio Godoy, vice-presidente da Fenaprevi. A estimativa da entidade para este ano é de que as captações superem R$ 40 bilhões, contra os R$ 38 bilhões do ano passado. “Pela dinâmica atual, devemos superar os dois dígitos de crescimento, com uma média R$ 10 bilhões por trimestre.”

Outros fatores, como o pagamento de bônus a funcionários e o melhor nível de educação financeira dos cidadãos também foram apontados por Godoy como causas do crescimento verificado no primeiro trimestre deste ano.

Solução sofisticada

Os planos contratados somaram 11,5 milhões no primeiro trimestre de 2010, 4,13% acima ao registrado no mesmo período de 2009. “Isso mostra que as pessoas estão procurando uma solução mais sofisticada para seu planejamento financeiro”, afirma Godoy. Segundo ele, planos de previdência como VGBL e PGBL podem ser boas oportunidades de aplicação, mais sofisticadas que a poupança, por exemplo, e com boa rentabilidade.

O Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), modalidade indicada ao investidor que não declara Imposto de Renda (IR) pelo modelo completo, captou R$ 7,8 bilhões, crescimento de 38,70% no trimestre. Já o volume de contribuições do Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), adequado para quem faz a declaração completa do IR e que permite deduzir até 12% do montante a ser pago à Receita Federal, registrou R$ 1,291 bilhão no trimestre, retração de 0,10%.

O forte crescimento do VGBL deve-se a um movimento de transferência de renda forte em várias camadas da população, segundo Godoy. “O VGBL atinge desde pessoas de menor renda como de alta renda, passando por pessoas físicas que recebem remuneração como pessoas jurídicas e profissionais autônomos.” Já o PGBL, por suas características, é um pouco mais restrito a uma fatia dos trabalhadores para os quais compensa a dedução do Imposto de Renda. Ao contribuir com o PGBL, o poupador tem o direito de abater o valor investido do imposto a pagar. No entanto, quando resgatar a aplicação, o imposto incidirá sobre todo o capital, não só sobre o rendimento.

A captação dos planos tradicionais apresentou queda de 0,42% no trimestre, com arrecadação de R$ 884,4 milhões. Os outros produtos de previdência (FAPI, PGRP e VGRP) captaram R$ 3,8 milhões no período, o que equivale a um recuo de 8,83%.

Planos individuais

Os dados da Fenaprevi mostram que, no primeiro trimestre de 2010, os planos individuais arrecadaram R$ 8,3 bilhões, apresentando um crescimento de 34,73% na comparação com os R$ 6,1 bilhões captados no mesmo período do ano passado.

Os planos empresariais, por sua vez, cresceram 17,95%, com captação de R$ 1,4 bilhão na comparação com o R$ 1,2 bilhão apurado no mesmo trimestre do ano anterior. Os planos para menores captaram R$ 334 milhões no período.

Ranking de captação - 1º trimestre de 2010

Instituições líderes

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Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi)
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