Transação é a primeira do tipo já feita pelo banco e demonstra a confiança na valorização das ações, diz Clive Botelho

O conselho de administração do banco Pine, que é especializado em crédito a empresas, aprovou uma operação de swap com o Credit Suisse em que a instituição financeira brasileira fica exposta à variação de suas ações preferenciais. Em contrapartida, o Pine pagará ao banco suíço 100% da variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) ajustado por um spread pré-determinado.

O montante de referência agregado dos swaps é de até R$ 55 milhões, com vigência dos contratos de 365 dias. O prazo máximo para a data inicial das operações é o último dia deste ano e o resultado de cada um dos swaps será liquidado ao término de seu respectivo prazo.

De acordo com Clive Botelho, vice-presidente da área comercial do Pine, a transação foi a primeira do tipo já feita pelo banco e demonstra a confiança na valorização das ações. "Estamos animados com a perspectiva do banco. Por isso, acreditamos que a variação das ações será superior a do DI", diz o executivo. Nesta semana, o banco anunciou que teve lucro de R$ 35,605 milhões no segundo trimestre, 63,3% acima do resultado líquido do mesmo período do ano passado.

A operação com o Credit Suisse permite ao Pine apostar na valorização de seus papéis sem comprar ações em circulação no mercado, preservando assim o percentual de free float, atualmente em 24,3% do capital social. Tal patamar está um pouco abaixo do percentual mínimo de 25% previsto pelas regras do segmento de governança corporativa da bolsa de Nível 1, em que o Pine está listado. No entanto, a instituição financeira tem até o começo de janeiro para voltar a atender ao regulamento. Para tanto, o banco tem 2,07 milhões de ações preferenciais em tesouraria.

A fatia do capital mantido em mercado, que era de 30%, foi reduzida em decorrência de quatro programas de recompra de ações realizados a partir de janeiro de 2008. Cabe lembrar que em outubro de 2008, no auge da crise financeira, a BM & FBovespa permitiu às empresas recomprar ações mesmo que isso gerasse desenquadramento da fatia mínima de free float exigida pelas regras de governança corporativa.

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