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Os contratos futuros de petróleo são negociados com leve alta na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), depois de a inesperada queda nos estoques informada pelo Departamento de Energia dos EUA (DOE) não mudar a perspectiva para o bem abastecido mercado norte-americano

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Os contratos futuros de petróleo são negociados com leve alta na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), depois de a inesperada queda nos estoques informada pelo Departamento de Energia dos EUA (DOE) não mudar a perspectiva para o bem abastecido mercado norte-americano. Às 13h55 (de Brasília), o petróleo para outubro negociado na Nymex subia 0,07%, para US$ 74,72 por barril, enquanto o petróleo Brent caía 0,31%, para US$ 77,93 por barril, na plataforma ICE.

As expectativas com relação à oferta de petróleo têm ficado no centro das atenções por causa do excesso da matéria-prima nos EUA. Apesar da queda nos estoques de petróleo bruto na semana encerrada em 3 de setembro, os estoques comerciais totais de petróleo e produtos combustíveis aumentaram 200 mil barris. O crescimento foi impulsionado pelo aumento de 1,5 milhão de barris nos estoques de propano e propileno.

Com relação aos estoques de petróleo bruto, a queda foi de 1,853 milhão de barris, ao contrário das estimativas dos analistas de aumento de 1 milhão de barris. O declínio deu suporte aos preços do petróleo, que chegaram a apresentar avanço significativo logo após a divulgação do relatório do DOE.

No entanto, pouco depois os preços recuaram das máximas. Tom Bentz, corretor e operador do BNP Paribas em Nova York, observou que qualquer rali provavelmente terá vida curta, já que a oferta nos EUA está abundante demais para os preços conseguirem operar muito acima dos US$ 75 por barril.

O petróleo também ganhou sustentação hoje dos números melhores do que o esperado sobre o mercado de trabalho dos EUA. Os pedidos de auxílio-desemprego diminuíram 27 mil na semana passada, bem mais do que o previsto pelos economistas. Os investidores "estão observando os indicadores econômicos para ter certeza que a economia está firme. Se a economia se firmar, o petróleo vai subir", comentou Carl Larry, analista da Oil Outlooks and Opinions. As informações são da Dow Jones.

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