Tamanho do texto

Os preços dos contratos futuros do petróleo, que mais cedo caíam diante de dados que mostraram um aumento nos estoques norte-americanos de combustíveis, passaram a operar em alta, recebendo suporte do fato de os principais índices do mercado de ações dos EUA terem se afastado das mínimas do dia

selo

Os preços dos contratos futuros do petróleo, que mais cedo caíam diante de dados que mostraram um aumento nos estoques norte-americanos de combustíveis, passaram a operar em alta, recebendo suporte do fato de os principais índices do mercado de ações dos EUA terem se afastado das mínimas do dia.

Às 14h40 (de Brasília), o contrato do petróleo para outubro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) subia US$ 0,52, ou 0,73%, para US$ 72,15 por barril, com mínima de US$ 70,76 e máxima de US$ 72,37 por barril. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para outubro avançava US$ 0,79, ou 1,09%, para US$ 73,17 por barril.

Segundo os dados do Departamento de Energia (DoE), os estoques de petróleo nos EUA cresceram 4,108 milhões de barris na semana encerrada em 20 de agosto, contrariando as projeções de analistas consultados pela Dow Jones, que esperavam queda de 200 mil barris. Apesar disso, os estoques de petróleo na cidade de Cushing - ponto de entrega física dos barris negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) - encolheram 779 mil barris durante o período, para 36,256 milhões de barris.

Os estoques de gasolina avançaram 2,273 milhões de barris, contra projeção de declínio de 500 mil barris, enquanto os estoques de destilados - categoria que inclui o óleo diesel - subiram 1,763 milhão de barris, quase o dobro do previsto. O aumento nos estoques de combustíveis foi acompanhado por uma redução acentuada na taxa de utilização da capacidade das refinarias, para 87,7%, de 90,0% na semana anterior. A estimativa era de queda para 89,4%.

Logo após a divulgação do relatório do DoE, os preços do petróleo acentuaram o movimento de queda observado mais cedo, mas se recuperaram posteriormente, na esteira da desaceleração das perdas dos mercados de ações. "Ainda são os movimentos intraday do S&P 500 que estão conduzindo os preços do petróleo", disse Walter Zimmerman, analista técnico da United-ICAP. "É muito simples, muito mais simples do que aqueles que acompanham os fundamentos gostariam que fosse", acrescentou. O S&P 500, que chegou a cair 1,14% mais cedo, operava em baixa de 0,34% às 14h41 (de Brasília). As informações são da Dow Jones.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.