Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda, pressionados pela recuperação do dólar e pela oscilação nos mercados de ações dos EUA

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Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda, pressionados pela recuperação do dólar e pela oscilação nos mercados de ações dos EUA.

Os contratos negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) com entrega para novembro fecharam com queda de US$ 1,44 (1,74%), a US$ 81,25 o barril. Na semana, o contrato acumulou perda de 1,71%. Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent com entrega para dezembro perdeu US$ 1,75 (2,08%), para US$ 82,45 o barril.

Durante a manhã, os preços do petróleo ficaram sem direção, em meio às oscilações do dólar e das bolsas. Mas com a moeda norte-americana se recuperando ao longo da sessão, o petróleo começou a cair. Um discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, manteve em aberto a possibilidade de novas medidas de estímulo, mas os investidores receiam que os mercados de ações e energia, assim como o dólar, já tenham absorvido uma possível ação do banco central.

"Os operadores estão realizando lucro e abandonando posições compradas nos mercados de ações e de energia", disse Brian LaRose, analista técnico do mercado de energia da United-ICAP. "Se o dólar realmente começar a mostrar sinais de vida, eu acredito que os mercados de energia e de ações podem enfrentar graves dificuldades para avançar", comentou.

Nas últimas semanas, os preços do petróleo estão utilizando o dólar como um indicador. O petróleo subiu para o maior nível em cinco meses na semana passada, impulsionados pelo recuo da moeda norte-americana. Um dólar mais fraco torna o petróleo mais barato para compradores que usam outras moedas. As perdas recentes do dólar levaram os investidores para ativos tangíveis, como o petróleo, o ouro e outras commodities.

Dados macroeconômicos, juntamente com a queda do dólar, têm ofuscado os receios sobre os altos estoques de petróleo e combustíveis nos EUA. O Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulgou ontem que os estoques de petróleo bruto tiveram uma leve alta na semana, mas a agência também mostrou que a demanda pela commodity e seus derivados recuou para o menor nível desde novembro do ano passado. "O mercado continua a demonstrar sua ligação com mercados financeiros mais amplos", disse Gene McGillian, corretor da Tradition Energy. "Sem o suporte do dólar e das bolsas, os otimistas no mercado de petróleo ficam nervosos".

Os participantes do mercado também estão de olho nas greves na França, que têm atingido a infraestrutura energética do país. Os protestos contra as reformas no sistema de aposentadoria fizeram com que todas as refinarias do país reduzissem ou interrompessem a produção, segundo a Confederação Geral do Trabalho. A greve, nos terminais de Fos e Lavéra, entrou no 19º dia hoje, causando um congestionamento de 62 navios. O terminal é o terceiro maior porto de petróleo do mundo. As informações são da Dow Jones.

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