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Petróleo fecha perto de US$ 80 com recuperação do dólar

Os contratos futuros de petróleo negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) fecharam em forte queda, prejudicados pelos renovados receios sobre o ritmo do crescimento global e pela recuperação do dólar

AE |

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Os contratos futuros de petróleo negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) fecharam em forte queda, prejudicados pelos renovados receios sobre o ritmo do crescimento global e pela recuperação do dólar.

Os contratos de petróleo com entrega para dezembro perderam US$ 1,98 (2,40%), fechando a US$ 80,56 o barril. Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent para dezembro fechou em queda de US$ 1,77 (2,12%), a US$ 81,83 o barril.

Perto do fechamento do mercado de petróleo, as Bolsas norte-americanas haviam revertido os ganhos registrados no começo da sessão e operavam no negativo. Isso, somado à recuperação do dólar, fez com que o petróleo caísse para perto de US$ 80 o barril, um nível que, se ultrapassado, poderia desencadear quedas ainda maiores, segundo traders.

Os preços do petróleo têm estado voláteis nos últimos dias, enquanto os operadores tentam prever a demanda futura pela commodity nos EUA e na China, que são os maiores consumidores do mundo. Eles também avaliam o impacto da política fiscal desses países no consumo.

Muitos operadores esperam que a diretoria do Federal Reserve (Fed, banco central americano) mantenha a taxa de juros próxima de zero, o que faria com que o dólar continuasse fraco. Isso é positivo para o petróleo, que é denominado na moeda norte-americana.

Dados da China prejudicaram o petróleo no início da sessão hoje. O crescimento anual do PIB do país no terceiro trimestre desacelerou para 9,6%, de 10,3% no segundo trimestre. Mesmo assim, a rádio estatal chinesa divulgou que o governo prevê que a economia do país cresça mais de 10% em 2011.

A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que o PIB da China tenha uma expansão de 9,6% em 2011, abaixo dos 10,5% previstos para este ano. A China deve responder por cerca de 40% do aumento de 2,1 milhões de barris por dia na demanda global por petróleo este ano. No ano que vem a previsão é que a demanda pela commodity cresça em 1,2 milhão de barris por dia, dos quais a China seria responsável por um terço.

Enquanto isso, a economia e a demanda por petróleo dos EUA parece manter os traders nervosos. O Departamento de Trablho norte-americano divulgou hoje que o número de trabalhadores que entraram pela primeira vez com pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada no dia 16 teve uma queda de 23 mil, além da redução estimada dos analistas. Mas os dados da semana anterior foram revisados, com aumento de mais 13 mil pedidos.

Os dados sobre o mercado de petróleo em si também têm dado sinais divergentes. Na semana encerrada no dia 15, os estoques de destilados nos EUA tiveram uma queda maior do que o esperado, com a demanda subindo para o maior nível desde maio. Mas a demanda combinada de petróleo bruto e derivados atingiu o segundo menor nível desde dezembro.

Os indicadores conflitantes e o impacto da oscilação do dólar aumentaram o volume de negociação hoje, com players trocando posições agressivamente, dizem os profissionais.

"O mercado ainda está influenciado pelo dólar e tem sido assim boa parte deste mês", disse Addison Armstrong, diretor sênior de pesquisa de mercado da Tradition Energy. "Nós não estamos negociando com base nos fundamentos, nem altistas nem baixistas. Se dependesse disso, nós nem teríamos subido para perto de US$ 85 em primeiro lugar", comentou, referindo-se à máxima intraday de US$ 84,43 atingida duas semanas atrás. Uma queda abaixo de US$ 80 o barril poderia fazer com que o petróleo se aproximasse do nível de US$ 77, no qual estava em setembro, acrescentou Armstrong.

Para Tom Bentz, corretor e analista do BNP Paribas, os preços do petróleo estão tentando encontrar uma faixa de negociação apropriada após as recentes oscilações. "O petróleo deveria estar em US$ 85 ou US$ 75 o barril? O mercado está procurando um valor justo no momento", comentou. Segundo ele, as fortes variações registradas nos últimos dias mostram "quanto ar existe embaixo desse mercado". As informações são da Dow Jones.

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