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Petrobras tem forte queda e pressiona Bolsa

Após novidades sobre capitalização da empresa, o JP Morgan Chase rebaixou a recomendação para as ações

iG São Paulo |

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) iniciou a semana na contramão dos mercados norte-americano e europeu e caiu, influenciada pelas ações da Petrobras. O Ibovespa – principal índice da Bolsa – recuou 0,61%, para 67.119 pontos. O volume financeiro da Bolsa somou R$ 6,5 bilhões.

Na sexta-feira, a Petrobras revelou que mantém a meta para que as operações de capitalização e cessão onerosa sejam realizadas até julho. O Conselho de Administração da companhia ainda recomendou que a capitalização da empresa, prevista para ser privada (restrita aos atuais acionistas), seja aberta a investidores que não possuem papéis da companhia.

Getty Images
Petrobras deixou Bovespa na contramão de Europa e EUA
Hoje, a Petrobras esclareceu ao mercado que ainda não foram concluídos os processos que levarão à definição dos valores da capitalização, da cessão onerosa ou do plano de negócios.

O JPMorgan Chase & Co. rebaixou sua recomendação para os papéis da Petrobras de"overweight" (acima da média do mercado) para "neutral". Em relatório assinado por Sergio Torres e Felipe dos Santos, o banco ressaltou que o desempenho acima da média que as ações têm registrado desde o dia 5 de fevereiro ficou limitado após o anúncio de que o aumento de capital será feito via uma oferta global de ações e uma quantidade menor que o previsto de informações.

"Nossa classificação anterior de ´overweight´ sugeria aos investidores comprarem posições antes da capitalização. Neste novo cenário, acreditamos que devemos esperar que as diversas questões do mercado possam ser solucionadas", apontou a instituição.

As ações ON (com direito a voto) da Petrobras lideraram as quedas do Ibovespa, com -3,76%. As PN (sem direito a voto) vieram em seguida, com baixa de 3,75%.

Mercados Internacionais

Nos Estados Unidos, a confiança do investidor ganhou força após dados mostrarem crescimento no setor manufatureiro, construção e gasto do consumidor norte-americano, reforçando a visão de que a recuperação da maior economia do mundo está no caminho certo. Dow Jones subia 1,38% e Nasdaq tinha alta de 1,50%.

Na Europa, as principais bolsas subiram com os bons dados nos EUA reforçando as expectativas de uma recuperação econômica global, ao mesmo tempo em que persistiam dúvidas sobre a eficácia do pacote de ajuda à Grécia. O índice FTSEurofirst 300, que acompanha as principais empresas europeias, fechou em alta de 0,21%, aos 1.064 pontos, depois de cair 2,7% na semana passada -- a terceira seguida de quedas.

Os mercados da Ásia começaram a semana em queda. Não houve negociações no Japão, China, Filipinas e Tailândia por ser feriado.

A Bolsa de Hong Kong terminou em baixa, uma vez que as companhias imobiliárias e bancos caíram depois que a China anunciou novas medidas de aperto no fim de semana em meio a pressões inflacionária, embora a ajuda à Grécia tenha ajudado a mitigar as perdas. O índice Hang Seng caiu 1.4% e fechou aos 20.811,36 pontos.

Dólar

O dólar caiu a R$ 1,732 nesta segunda-feira, apesar de dois leilões de compra de dólares feitos pelo Banco Central, em uma sessão com pouca volatilidade e sem tendência clara no exterior. A queda da moeda norte-americana foi de 0,35%. No ano, o dólar tem baixa de 0,63%.

"O mercado trabalhou 'de lado'", disse Jorge Knauer, gerente de câmbio do banco Prosper, no Rio de Janeiro. Contribuiu para isso a ausência de um viés claro no mercado internacional. O dólar subiu em relação ao euro e ao iene por causa de dúvidas quanto ao pacote de ajuda à Grécia e de números macroeconômicos favoráveis nos EUA, mas perdeu força ante moedas consideradas de maior risco, como o peso mexicano.

(com agências)

 

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