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O nome ainda precisa ser submetido e aprovado em plenário do Senado, o que deve ocorrer ainda esta semana

É "extremamente remoto" o risco de uma crise cambial decorrente de dificuldades do país para financiar o déficit em conta corrente externo, afirmou, há pouco, o candidato a diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central (BC), Luiz Awazu Pereira da Silva. Ele obteve a aprovação unânime de 18 senadores da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que começaram a votar horas antes do início da sabatina.

O nome de Pereira ainda precisa ser submetido e aprovado em plenário do Senado, o que deve ocorrer ainda esta semana, segundo a liderança do governo no Congresso. Em sabatina que começou com mais de quatro horas de atraso, por conta de uma discussão sobre um projeto do PSDB que quer mudar as regras do Orçamento da União, Pereira listou em seu discurso vários pontos negativos e positivos da crise financeira mundial do ano passado."A reação do Brasil foi rápida, responsável e eficiente", citou, repetindo o que já se disse sobre o efeito da crise no país.

Seguindo o discurso de dirigentes do BC e da equipe econômica, ele disse que o regime de câmbio flutuante e situações macroeconômicas favoráveis deixam o Brasil numa situação"mais confortável"hoje para financiar seus compromissos externos. Apesar da projeção da autoridade monetária para um déficit em conta corrente de US$ 49 bilhões neste ano, Pereira citou que o déficit"foge da média histórica", devendo situar-se em 2,5% do PIB e ser financiado, basicamente, por investimentos externos diretos.

Em breves respostas a curtas perguntas dos senadores, em função do atrasado da hora para o almoço, Pereira disse que a economia brasileira está em melhores condições do que a de vários países no pós-crise."Estamos crescendo mais rápido que a economia global, enquanto muitos de nossos parceiros ainda estão enfraquecidos pela crise. O déficit de nossa conta corrente deve ser financiamento por investimentos diretos, gerando expansão do crescimento econômico futuro", devendo também fortalecer o setor exportador, concluiu ele. Pereira é funcionário de carreira do Banco Mundial e foi assessor econômico do Ministério do Planejamento e secretário da área Internacional na gestão do ex-ministro Antonio Palocci, na Fazenda.

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