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Pequenas empresas e consignado puxam bancos menores

Boas perspectivas da economia aumentaram o ânimo dos pequenos empresários e favoreceram crédito consignado, segundo bancos

Olívia Alonso, iG São Paulo |

As pequenas e médias empresas e o crédito consignado estiveram entre os principais motores do crescimento de crédito de bancos médios brasileiros no primeiro trimestre. Exemplos disso são os bancos Pine e Cruzeiro do Sul, que em um levantamento feito pela Economática aparecem nos primeiros lugares em crescimento de carteira no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. No caso do Pine, as pequenas e médias empresas são 92% do portfólio. Já o Cruzeiro do Sul tem o consignado como destino em 91% de suas operações de crédito.

Diante de perspectivas positivas para a economia brasileira, o entusiasmo dos pequenos empresários aumentou nos primeiros meses deste ano, comenta Clive Botelho, vice-presidente de Finanças do Banco Pine. “Elas começaram a se animar no terceiro trimestre do ano passado, o ânimo aumentou no último e no começo deste ano”, afirma. O Pine teve aumento de 48,7% em sua carteira de crédito no primeiro trimestre, segundo a Economática, o maior salto entre os bancos pesquisados.

Para Botelho, a explicação para tanto crescimento é simples: “temos uma demanda interna importante”. Acreditando que o mercado está favorável, as pequenas e médias empresas buscaram mais crédito para realizar mais investimentos. Não somente os setores de óleo e gás têm buscado mais recursos.

Divulgação
Luiz Octavio Indio da Costa, diretor-executivo do Cruzeiro do Sul, que concedeu R$ 793,1 milhões em consignado no trimestre
Empresários de energia, automobilismo, consumo, serviços e infraestrutura também estão otimistas e elevaram suas demandas, segundo Clive. As concessões de crédito do Pine para empresas atingiu R$ 4,5 bilhões no final do primeiro trimestre deste ano, contra R$ 2,8 bilhões em 31 de março de 2009.

Enquanto isso, o crédito consignado – que é destinado a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e aos trabalhadores que concordem com o desconto das parcelas em folha de pagamento – foi determinante para que o Cruzeiro do Sul ficasse na segunda colocação, com um avanço de 46,7% em sua carteira.

Essa modalidade de crédito tem sido vista como um importante instrumento para o crescimento dos empréstimos no País. No caso do Cruzeiro do Sul, que está neste mercado há 16 anos, o crescimento superior ao da média do mercado – de aproximadamente 39% - no primeiro trimestre foi favorecido pelo aumento do número de códigos (as “contas” com as instituições, o INSS, por exemplo), segundo Luis Octavio Indio da Costa, diretor-executivo do banco.

O Cruzeiro do Sul possui hoje 364 autorizações, incluindo o INSS, os três níveis do governo e as forças armadas, e 24 delas foram adicionadas nos últimos 12 meses, de acordo com Costa. De R$ 622,3 milhões de crédito consignado concedido no primeiro trimestre de 2009, o banco passou a  milhões nos três primeiros meses deste ano.

"O banco pretende manter o crescimento da carteira de crédito nos próximos trimestres pelo aumento da produção de ativos e manutenção do volume de cessões de ativos para outras instituições financeiras nos níveis atuais", acrescenta Indio da Costa.

Com uma representação de 60,8% do total de crédito pessoal brasileiro (R$ 189 bilhões), o consignado cresce em situações de aumento da renda e do emprego, como o momento atual.
 

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