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Para Bradesco, medidas do BC não devem ter grande efeito sobre o real

RIO - As medidas que o governo está tomando para segurar a taxa de câmbio não devem ter grande efeito sobre a cotação do real, acredita o economista chefe do Bradesco, Octavio de Barros. Para ele, há muita liquidez no mundo e poucas alternativas de investimento.

Valor Online |

"O Brasil é candidato natural para fluxo de investimentos, inclusive, investimentos diretos", disse. Barros acredita que o mundo está disposto a financiar o déficit externo em conta corrente do Brasil. A previsão do Bradesco é de que poderá chegar a US$ 70 bilhões em 2011, enquanto o Banco Central (BC) espera cerca de US$ 10 bilhões a menos. Com uma taxa de câmbio estimada em R$ 1,75 no final deste ano e R$ 1,80 para 2011 e com os esforços do governo para lutar contra a desvalorização do dólar, a estimativa é de que as reservas externas do Brasil cheguem a US$ 305 bilhões no próximo ano, bem acima dos US$ 270 bilhões atuais. "O objetivo do Banco Central não é mudar o rumo da história, mas mitigar o processo que é mundial de valorização da moeda", disse o economista. Para ele, esse processo de valorização do real pode, no entanto, vir a ser acelerado com a percepção de que o Brasil é um bom local para investir. Atualmente, segundo Barros, a volatilidade do real é uma das mais baixas do mundo. Com isso, a estimativa é de que os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) cheguem a US$ 40 bilhões no próximo ano. Os investidores estrangeiros devem estar interessados também em aplicações financeiras, acredita o economista chefe do Bradesco. Passada a capitalização da Petrobras, a expectativa é de que os IPOs voltem a acontecer no Brasil. "Devemos ter uma nova pequena febre de IPOs no ano que vem após a consolidação da operação da Petrobras, que canaliza grandes montantes de recursos", afirmou. (Juliana Ennes | Valor)

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