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SÃO PAULO - As dez altas seguidas registradas pelo Ibovespa nos últimos pregões não impedem o mercado acionário brasileiro de iniciar o primeiro dia de negócios de agosto novamente no campo positivo. De olho principalmente em resultados corporativos mais fortes que o esperado, os investidores voltaram às compras no mercado asiático, em um movimento que está sendo acompanhado pelas praças europeias. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também está sendo influenciada por um clima mais otimista e sinaliza uma abertura positiva neste pregão, a exemplo da indicação dada pelo mercado americano. Há pouco, o Ibovespa futuro subia 1,31% e marcava 68.700 pontos.

SÃO PAULO - As dez altas seguidas registradas pelo Ibovespa nos últimos pregões não impedem o mercado acionário brasileiro de iniciar o primeiro dia de negócios de agosto novamente no campo positivo. De olho principalmente em resultados corporativos mais fortes que o esperado, os investidores voltaram às compras no mercado asiático, em um movimento que está sendo acompanhado pelas praças europeias. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também está sendo influenciada por um clima mais otimista e sinaliza uma abertura positiva neste pregão, a exemplo da indicação dada pelo mercado americano. Há pouco, o Ibovespa futuro subia 1,31% e marcava 68.700 pontos. Na última sexta-feira, o Ibovespa avançou 0,84%, aos 67.515 pontos, na maior pontuação desde 30 de abril (67.529). O giro financeiro atingiu R$ 6,46 bilhões. Nos dez últimos pregões, o índice subiu 8,30%. Em julho, o mercado doméstico acumulou ganhos de 10,80%, no melhor desempenho desde maio de 2009 (12,49%). Nesta jornada, no campo corporativo, os agentes analisam com bons olhos os resultados do HSBC Holdings. O banco britânico revelou que seu lucro líquido no primeiro semestre mais que dobrou, para US$ 6,76 bilhões. O ganho é comparável ao lucro de US$ 3,35 bilhões de um ano antes. Já o lucro operacional foi de US$ 35,55 bilhões, alta de 2,3%. Maior banco francês, o BNP Paribas, por sua vez, declarou aumento de mais de 30% em seus ganhos no segundo trimestre, totalizando 2,1 bilhões de euros. Além disso, a empresa de pesquisas Markit Economics mostrou que a atividade do setor manufatureiro da zona do euro alcançou em julho o maior patamar dos últimos três meses. O Índice dos Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês) subiu de 55,6 pontos, em junho, para 56,7, em julho. Na agenda americana, o mercado ainda aguarda o índice de atividade no setor industrial (ISM) referente ao mês de julho e o indicador de gastos com construção de junho. Além disso, o presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, Ben Bernanke, discursará por volta das 11h15. Na Ásia, as bolsas iniciaram a semana em alta, em reação aos resultados de companhias da região, como Honda, All Nippon Airways, Hitachi, Kawasaki, LG, Hyundai e Kia. Na China, o Departamento Nacional de Estatísticas ainda revelou que a economia voltou a dar sinais de arrefecimento em julho. O Índice dos Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês) apontou desaceleração na atividade da indústria de transformação do país, ao recuar de 52,1, em junho, para 51,2, no mês passado. Esse foi o terceiro mês consecutivo de queda no indicador. Apesar da redução, o índice ainda acusa expansão na atividade, já que a marca 50 separa o crescimento da contração. Outro indicador, porém, mostrou que a produção da indústria chinesa encolheu em julho, no primeiro movimento de retração desde março de 2009. O índice, calculado pelo banco HSBC, caiu de 50,4 pontos, em junho, para 49,4 pontos, no mês passado. (Beatriz Cutait | Valor)

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