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Os bônus voltaram

Brady Dougan, do Credit Suisse, é o banqueiro mais bem pago da atualidade e supera rivais de Wall Street

iG |

Reprodução
Brady Dougan e Hans-Ulrich Doerig, CEO e chairman do Credit Suisse: bônus de US$ 18 milhões para o principal executivo
Deboche? Constrangimento?

A foto em preto e branco do banqueiro Brady Dougan (à esquerda), principal executivo do banco Credit Suisse, que recheia umas das 496 páginas da edição de 2009 do relatório anual da instituição suíça, divulgado nesta quinta-feira, pode gerar inúmerar interpretações.

Mas o sorriso misterioso do banqueiro (que está ao lado do presidente do conselho de
administração do CS, Hans-Ulrich Doerig) parece não esconder a satisfação pelos seus rendimentos.

Dougan é até o momento o banqueiro que ganhou o maior rendimento entre seus pares em 2009,
ano em que várias instituições financeiras de âmbito global começaram a sair do fundo do poço depois do estouro da crise internacional do fim de 2008.

O Credit Suisse pagou à Dougan 19,2 milhões de francos suíços em salários e bônus, um valor próximo a US$ 18 milhões em 2009.

A bolada superou os rendimentos pagos aos banqueiros do alemão Deutsche Bank e dos americanos JP Morgan e Goldman Sachs, numa onda de ressurgimento dos altos bônus pagos no setor financeiro.

O salário de Dougan no ano passado deu um salto de 592% sobre os vencimentos do ano anterior (US$ 2,6 milhões), quando o rendimento foi um ponto fora da curva da instituição criada por Alfred Escher em 1856 (retratado no quadro ao fundo).

Arte iG
O valor pago pelo Credit Suisse no ano passado se aproxima mais do valor de 2007, quando Dougan recebeu em francos suíços o equivalente a US$ 20 milhões. 

 

Melhor sorte para ele do que para seu colega do Citibank. Vikram Pandit recusou receber bônus enquanto a instituição não voltasse à apresentar lucro. "Meu salário deve ser de US$ 1", disse Pandit em fevereiro de 2009 em depoimento ao congresso americano.

 

O Citibank voltou a apresentar prejuízo no ano passado, de US$ 1,6 bilhões, um valor substancialmente menor do que a perda de US$ 27,7 bilhões do ano anterior.
 

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