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A capitalização da Petrobras era um obstáculo para empresas brasileiras que queriam negociar ações na Bolsa de Valores

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Até a semana passada, um enorme obstáculo separava um punhado de empresas brasileiras do objetivo de ter ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa): a capitalização da Petrobras. Passada a megaoperação de US$ 70 bilhões (R$ 120 bilhões), a expectativa no mercado financeiro é de que os chamados IPOs (aberturas de capital) deslanchem daqui até o fim do ano.

Ninguém se arrisca a fazer projeções publicamente, mas, nos bastidores, fala-se em até oito negócios, que podem movimentar algo como US$ 10 bilhões (cerca de R$ 17 bilhões). É mais que o dobro do valor acumulado no ano até agora, que não passa dos R$ 8 bilhões, distribuídos em sete operações.

O sócio responsável pela área de Investment Banking do BTG Pactual, Guilherme Paes, observa que a fatia de estrangeiros nos IPOs de empresas brasileiras tende a subir, após um curto período de ceticismo.

Segundo ele, entre 2005 e 2007, investidores dos EUA compraram, em média, cerca de 50% dos papéis nas ofertas do País. Os europeus foram responsáveis por 25% e os próprios brasileiros, pelos outros 25%. No primeiro semestre de 2010, as participações atingiram, respectivamente, 40%, 20% e 40%.

Pedidos

Há sete pedidos para IPOs em aberto na Comissão de Valores Mobiliários (CVM): Sonae Sierra Brasil (administradora e construtora de shopping centers), Brasil Insurance (holding dona de 23 corretoras de seguro), Autometal (que atua em ramos do setor automotivo, como metalurgia e ferramentaria), HRT (que explora petróleo na Bacia do Rio Solimões), Repsol Brasil (subsidiária da espanhola Repsol também da área de petróleo), Karoon (petrolífera de origem australiana que tem alguns blocos de exploração na Bacia de Santos) e Norskan (que também atua no setor de petróleo).

Também circulam informações não oficiais sobre outras companhias que poderiam acessar o mercado nos próximos meses: Magazine Luiza (varejo), Rodobens (transportes), Intermédica (saúde), Carrefour do Brasil (varejo), IMC (dono de vários restaurantes, entre eles o Viena), Autotrac (comunicação de dados, que tem entre os sócios o ex-piloto de Fórmula 1 Nelson Piquet), Impsa (energia renovável) e o banco de investimentos BTG Pactual, entre outras.

A construtora WTorre e a empresa de energia Multiner, que haviam dado entrada na CVM com pedidos para abertura de capital, desistiram, ao menos por ora, das operações.

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