Mais uma empresa com exposição ao setor de construção entra na Bovespa. O preço estimado por papel vai de R$ 11,50 a R$ 15,50

SÃO PAULO - Os investidores contarão com mais uma empresa com exposição ao setor de construção na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A Mills Estrutura e Serviços apresentou o Aviso ao Mercado de uma oferta primária e secundária que poderá movimentar mais de R$ 1 bilhão.

Com 58 anos de atuação, a companhia oferta serviços para obras de infraestrutura, como aluguel de estruturas, serviços de pintura, isolamento térmico e instalações elétricas. A Mills também aponta que tem como objeto social a participação em outras empresas de sua área de atuação.

Pelos termos serão ofertas inicialmente 51.851.852 ações ordinárias, sendo 37.037.037 de novas ações (oferta primária) e 14.814.815 ações de titularidade dos acionistas vendedores, grupo formado por fundos e pessoas físicas.

O preço estimado por papel vai de R$ 11,50 a R$ 15,50, podendo ser fixado fora dessa faixa de preço. Tomando como base o teto da estimativa, a oferta movimentará R$ 803 milhões, podendo chegar a R$ 1,04 bilhão caso sejam exercidos integralmente os lotes suplementar e adicional. No piso, os valores são R$ 596 milhões e R$ 774 milhões (com lotes extras).

A pessoa física foi convidada a participar com investimento mínimo de R$ 3 mil. Pelo cronograma estimado, os pedidos de reserva devem ser efetuados entre 7 e 14 de abril. O preço de emissão será fixado dia 15 e as ações começam a ser negociadas no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no dia 16 de abril, sob o código MILS3.

Cabe ressaltar que os atuais acionistas da companhia têm prioridade para subscrever ações no âmbito da oferta. A compra está inicialmente limitada ao percentual de participação detida na empresa.

Com a venda das novas ações da companhia quer recursos para compra de equipamentos e aquisições estratégicas.

O controle da Mills é da Participações e Empreendimentos Staldzene, com 72,6% do capital, já a Staldzene é detida por Nacht Participações, holding familiar, com 50,8% de participação, Jeroboam Investments LLC, também de membros da Família Nacht, com 32,9%, administradores, executivos e ex-executivos da companhia (8%), Diego Bush (5,6%), Leblon Equities FIP (2,2%) e Ataulfo LLC (0,6).

Outros dois acionistas relevantes são o Península FIP, gerido pelo Investidor Profissional Gestão de Recursos, o e Natipriv Global LLC, do grupo de private equity Axxon Group, cada um com 13,7% das ações ordinárias.

Em 2009, a companhia lucrou R$ 68,4 milhões, contra R$ 30,6 milhões em 2008 e R$ 10,5 milhões em 2007. No mesmo período, a evolução da receita líquida foi de R$ 192 milhões em 2007, para R$ 299 milhões em 2008, atingindo R$ 404 milhões no ano passado. Já a dívida líquida, que era de R$ 31 milhões em 2007, somou R$ 182 milhões no ano passado, ou o equivalente a 1,1% da geração de caixa ajustada.

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