Uma mudança na forma de mensurar a expectativa de vida da população anunciada nesta quinta-feira pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) vai permitir que os brasileiros paguem menos na hora de comprar seguros de vida. Por outro lado, terão que contribuir por mais tempo em planos de previdência para manter o mesmo benefício.

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A mudança, calculam as entidades, deve baratear em 10% a 15% o preço do seguro de vida para homens e mulheres na casa dos 40 anos, segmento que mais consome esse tipo de produto no País. Já no caso da previdência, as mulheres saíram mais prejudicadas porque terão de contribuir por mais seis meses, enquanto os homens vão precisar de apenas um mês de contribuição para garantir o mesmo benefício.

O ajuste é fruto do aumento na expectativa de vida diagnosticada pela primeira tábua atuarial desenvolvida especialmente para o mercado brasileiro. Antes, o segmento adotava como parâmetro para seus produtos dados da população dos Estados Unidos.

"É um marco histórico para o setor que passará a ter produtos adaptados à nossa realidade", afirmou o presidente da Susep, Armando Vergílio. A nova tábua toma como base apenas os consumidores de planos de previdência e seguros no País, um universo de 32 milhões de pessoas. Com a mudança, a previsão de vida desses brasileiros na faixa de 40 anos subiu em sete anos. Na média geral, a tábua elevou a expectativa de vida dos homens em quase dois anos e de mulheres, em 1,2 ano.

Os números diferem em mais de dez anos da média apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os consumidores de planos de previdência privada e seguros do sexo masculino, a nova tábua aponta para uma expectativa de vida de 81,9 anos, enquanto a esperança de vida calculada pelo IBGE é de 69,1 anos. Entre as mulheres consumidoras de seguros e planos de previdência, a expectativa na tábua atuarial ficou em 87,2 anos, contra 76,7 anos apontados pelo IBGE.

Segundo o presidente da FenaPrevi, Marco Antônio Rossi, essa distância entre os dois cálculos pode ser explicada pela mortalidade infantil. Esse dado, levado em conta nos cálculos do IBGE, contribui para a média menor de expectativa de vida do brasileiro na comparação com a tábua atuarial.

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