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Negociação virtual mudará relação cliente-corretora

Tendência é de aumento no volume operado e queda nas taxas cobradas, segundo especilistas

Aline Cury Zampieri, iG São Paulo |

Apesar de serem só elogios ao novo sistema, os profissionais admitem que as corretoras terão de se reinventar. Segundo José Lázaro Ferreira, gerente de operações de derivativos da Bradesco Corretora, o acesso direto traz mais equidade aos participantes. “Antes, quem tinha um maior número de corretoras nas mesas de operação sempre saía na frente.”

Além disso, observa, a tendência é de aumento nos volumes operados, mas também de queda nos preços cobrados pela corretagem, já que o cliente agirá sozinho. “Ao eliminar parte das operações das mesas, as instituições terão tempo para criar serviços diferenciados aos usuários.”

A única desvantagem citada por Sérgio Campanille, responsável pela mesa de operações do Banif, é a falta de contato com o aplicador. “Um contato mais estreito nos permite conhecer e entender melhor as necessidades do investidor.” 

Mais novo na BM&F, mas batendo recordes

O acesso direto ao mercado já é usado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) desde 1999. Nesse ambiente, também é conhecido por home broker, que permite a transação direta de ações.

Mas na BM&F, onde são negociados derivativos e commodities, ele é mais novo, foi implementado em 2008. Apesar de não mais fazerem a ponte entre investidor e aplicação, as corretoras ainda são responsáveis por repassar o serviço oferecido pela BM&FBovespa.

Acesso direto ao mercado

Evolução do número de negócios efetuados nos segmentos Bovespa e BM&F (em mil)

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BM&FBovespa

A facilidade que o acesso direto embute está fazendo com que o serviço fique cada vez mais popular também no âmbito da BM&F. Segundo a Bolsa, março registrou recordes históricos de negociação no segmento de derivativos. Foram 18,4 milhões de contratos, ante o também recorde de 12,5 milhões em fevereiro. Uma alta de 47%.

“Assim que descobri que a BM&F teria acesso direto, fiz o pedido e fui atendido”, diz o assessor financeiro Vinícius Grassi, que é cliente da Bradesco Corretora. “Agora, não perco mais meu tempo pegando o telefone e ligando para um corretor.”

Segundo ele, a facilidade precisa ser encarada com responsabilidade pelos novatos. “O aplicador deve entender muito do assunto para operar sozinho e não errar. Por enquanto, ainda é um mercado para investidores qualificados”, acredita.
 

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