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Boletim do órgão que fiscaliza o mercado de capitais aponta 139 casos de negociações que se tornaram processos no semestre

A maioria das reclamações de investidores contra instituições financeiras referem-se a negociações com valores mobiliários. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que fiscaliza o mercado de capitais, divulgou hoje o primeiro boletim semestral de atendimento ao público, em que as queixas por negociações com valores mobiliários aparecem em 139 processos abertos por conta de denúncias e reclamações de janeiro a junho deste ano. Apenas como comparação, entre 2008 e 2009, esse tipo de reclamação também lidera, com 801 caso relatados ao Programa de Orientação e Defesa ao Investidor (Prodin), da CVM, e transformados em processos.

“As reclamações abrangem problemas decorrentes do funcionamento de sistemas de homebroker e falhas na execução de ordens, havendo casos em que se aponta a realização de operações sem o conhecimento do investidor”, afirma relatório que acompanha o balanço semestral.

Processos abertos, por assunto

No primeiro semestre

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Fonte: CVM

Segundo o boletim, destacaram-se, também, reclamações relativas a fundos de investimento, como 59 processos abertos, algumas envolvendo questionamentos sobre rentabilidade, em face da política de investimentos. “Há alegações de dificuldades na localização de saldos de investimento, normalmente quando envolvem aplicações em Fundo 157. Durante o período recebemos, ainda, questionamentos acerca dos procedimentos adotados pelo administrador em assembléias de cotistas”, informa o texto.

De janeiro a junho deste ano, o canal mais usado pelos investidores para relatar problemas com suas aplicações à CVM foi a Central 0800, com 18.489 ocorrências. No total, a autarquia recebeu 28.932 reclamações. O segundo canal mais usado foi o SAC do órgão.

Líderes em reclamações

Em relação à instituição participante do mercado que recebeu mais reclamações em processos abertos, o boletim lista a Tov Corretora em primeiro lugar, com 36 casos no semestre, seguida pelo conglomerado Banco do Brasil, com 33; conglomerado Bradesco, com 29; conglomerado Itaú Unibanco, com 19 casos; conglomerado Santander, com 16 ocorrências, além de Senso Corretora (13), Ágora Corretora (12), UM Investimentos (10), BNY Mellon (9) e conglomerado Banif (9).


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