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Previsão da Bovespa e de especialistas é que liquidez dos papéis estrangeiros aumente gradualmente

Quem adquirir recibos de ações estrangeiras negociadas na Bovespa não deve se frustrar se o volume financeiro dos papéis não for robusto em um primeiro momento, segundo os especialistas. A previsão deles, e também da Bovespa, é que os papéis passarão a ter mais liquidez gradativamente.

“Não temos expectativas de que os negócios explodam nos primeiros meses. Mas é importante ter em mente que o produto amadurecerá ao longo do tempo”, afirmou Edemir Pinto, presidente da BM&FBovespa nesta terça-feira, na cerimônia de lançamento dos papéis, em São Paulo.

Edemir Pinto, presidente da BM&FBovespa, diz que liquidez dos BDRs deve aumentar aos poucos
Divulgação
Edemir Pinto, presidente da BM&FBovespa, diz que liquidez dos BDRs deve aumentar aos poucos
“Isso significa que grandes investidores, a princípio, podem ter restrições em alocar posições em BDRs”, afirma Esteves, da Gradual. Normalmente, os fundos maiores precisam de muitos papéis para compor suas carteiras.

Para as pessoas físicas, a pouca liquidez dos BDRs não deverá comprometer o resgate. O consultor Mauro Calil lembra que esses investidores terão que comprar os papéis por meio de fundos, assim, terão o prazo de resgate garantido.

“A questão da liquidez não afetará o pequeno investidor. Ele precisa apenas ler o estatuto para saber se o tempo de resgate será de dois dias ou 30 dias após o pedido, por exemplo”, afirma.

Na terça-feira, dia em que os papéis estrearam, a BM&FBovespa registrou a realização de 54 transações e um volume financeiro de R$ 2,87 milhões. Segundo a Bolsa, foram realizados negócios com os BDRs de todas as empresas: Apple, Google, Bank of America, Arcelor Mittal, Goldman Sachs, Avon, Wal Mart, Exxon Mobil, McDonald’s e Pfizer.

O mais transacionado foi o da Apple, com dez negócios, seguido de Avon (sete) e Goldman Sachs (também sete). Já o maior volume financeiro foi registrado para os recibos do Bank of America (R$ 1,22 milhão). O volume é ínfimo perto do total negociado pela Bolsa, que foi de R$ 8,5 bilhões.

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