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Mulheres processam Goldman Sachs por suposta discriminação

NOVA YORK (Reuters) - O Goldman Sachs foi alvo de uma ação judicial nesta quarta-feira movida por mulheres que dizem que o banco mais lucrativo de Wall Street mantém uma "cultura corporativa antiquada" que sistematicamente as priva de pagamentos e promoções disponíveis aos homens.

A ação foi aberta por três ex-funcionárias e busca o status de ação de classe em nome de todas as diretoras, gerentes, vice-presidentes e funcionárias associadas dos últimos seis anos.

O porta-voz do Goldman, Ed Canaday, não quis comentar o processo, aberto em uma corte federal de Manhattan.

De acordo com a queixa, o Goldman dá a seus gerentes --em sua grande maioria, homens-- liberdade para que passem contas e responsabilidades aos subordinados e para decidir quem terá apoio administrativo e treinamento.

A ação diz que isso leva as mulheres a serem sub-representadas na gerência, totalizando apenas 14 por cento dos associados, 17 por cento dos diretores gerentes e 29 por cento dos vice-presidentes.

As políticas "são parte e parcela de uma cultura corporativa antiquada," diz a queixa. "O Goldman Sachs implementou deliberadamente essas políticas e práticas em toda a empresa a fim de pagar mais aos seus funcionários do sexo masculino do que às suas colegas do sexo feminino e para promovê-los com mais frequência."

A ação foi aberta em nome de Cristina Chen-Oster, ex-vice-presidente de obrigações conversíveis; Lisa Parisi, ex-diretora-gerente de gerenciamento de ativos; e Shanna Orlich, ex-associada da área comercial. Chen-Oster e Orlich vivem em New Jersey, e Parisi mora na Georgia.

Os advogados das mulheres não retornaram os telefonemas para que comentassem o caso.

(Reportagem de Grant McCool e Jonathan Stempel)

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