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Ministros da UE debatem tarifa sobre bancos

Discussão envolve criação de taxa para socorrer bancos em eventuais crises

AE |

Os ministros de Finanças e as autoridades do Banco Central da União Europeia (UE) discutiram neste sábado sobre como fortalecer as regras dos mercados financeiros, aprofundar a coordenação das políticas econômicas e financiar eventuais crises bancárias, tanto dentro do bloco quanto em âmbito internacional.

 

As autoridades discutiram também a aplicação de uma tarifa sobre os bancos, que teria como objetivo gerar recursos para o caso de as instituições financeiras necessitarem de um pacote de auxílio estatal. Nenhum acordo sobre o assunto foi formalizado, mas o consenso foi de que a UE precisa encontrar um modo melhor para lidar com esses auxílios, pagos principalmente com o dinheiro dos contribuintes durante a recente crise financeira.

 

A ministra de Finanças da Espanha, Elena Salgado, que presidiu a reunião de dois dias, recomendou cautela em relação a criação de um fundo de resgate aos bancos, visto que esses recursos poderiam incentivar as instituições financeiras a assumir riscos excessivos.

 

"Precisamos tentar reduzir o risco moral de forma que não encorajemos os organismos financeiros a assumir riscos sabendo que os governos pagarão a conta", disse Salgado durante uma entrevista coletiva.

 

O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, disse que a ideia de uma tarifa sobre os bancos pede "medidas prudentes". O comissário europeu para Assuntos Econômicos e Monetários, Olli Rehn, também disse que a ideia precisa de mais discussão e debate.

 

Salgado disse que as autoridades europeias querem que o G-20 discuta o assunto e uma série de novas regras para os mercados financeiros em junho, quando deve ocorrer uma cúpula dos integrantes do grupo. A UE também deseja que o G-20 discuta a coordenação mundial das estratégias de encerramento de medidas adotadas durante a crise, segundo Salgado e Rehn. "Os riscos de um fim tardio (dessas medidas) é tão grande quanto o de um fim prematuro", disse o comissário europeu.

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