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Executivos revelam necessidade de financiamentos com prazos mais longos para empresas

O desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro é fundamental para que o Brasil consiga realizar os investimentos em infraestrutura necessários nos próximos anos, na visão de reguladores e agentes do mercado reunidos nesta quarta-feira no 3º Seminário de Finanças Corporativas da Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais (Anbima), em São Paulo. Dentro deste mercado, os títulos de dívida corporativa foram destacados como uma das principais ferramentas a serem desenvolvidas.

Sérgio Cutolo, sócio diretor do Banco BTGPactual e vice-presidente da Anbima, citou dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que apontam para uma demanda por investimento de R$ 1,3 trilhão entre 2010 e 2013 no Brasil. Segundo ele, “o Brasil enfrenta o desafio de financiar seu próprio desenvolvimento” e opções do mercado de capitais – como os títulos corporativos – podem ajudar as empresas a captar recursos.

“Os ganhos do desenvolvimento de um novo mercado de títulos de divida corporativa seriam inequívocos por permitir a empresas a novas formas de captação”,afirmou Otavio Yazbek, diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), presente no evento. José Olympio da Veiga Pereira, chefe da divisão de Investment Banking do Credit Suisse Brasil, concorda. “Um mercado secundário de títulos de renda fixa é nosso grande desafio. No exterior, este mercado é muito maior”, afirma.

Os executivos concordam que são necessários mecanismos de financiamentos de prazos mais longos para as empresas. Para Pereira, isso pode ser feito por meio dos títulos e não dos investidores. “As tributações podem ser reduzidas em permanências durante prazos mais longos”, afirma.

A aposta em investidores estrangeiros também foi apontada pelo executivo do Credit Suisse como uma forma de trazer recursos por meio dos títulos. “Poderíamos trazê-los para este mercado da mesma forma que trouxemos para o mercado de renda variável”, afirmou. A ideia foi reforçada por Cutolo, do Banco BTGPactual. Para ele, o investidor estrangeiro poderia ter isenção tributária para a aquisição de títulos corporativos.

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