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Mercado de ações deve continuar volátil c/crise da Europa, diz Loyola

O ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, afirmou que o mercado de ações no Brasil deve continuar a registrar volatilidade devido ao nervosismo dos investidores em relação à crise fiscal de alguns países europeus. A bolsa deve sentir, nos próximos dias, os efeitos dos problemas que ocorrem na Europa, afirmou, após participar de palestra na Associação Comercial de São Paulo.

AE |

O ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, afirmou que o mercado de ações no Brasil deve continuar a registrar volatilidade devido ao nervosismo dos investidores em relação à crise fiscal de alguns países europeus. A bolsa deve sentir, nos próximos dias, os efeitos dos problemas que ocorrem na Europa, afirmou, após participar de palestra na Associação Comercial de São Paulo. Contudo, Loyola acredita que o mais provável é que o pacote de socorro de € 750 bilhões formado pela União Europeia e FMI deve evitar que a Grécia precise reestruturar sua dívida pública, que está ao redor de 110% do PIB. "No entanto, será necessário um ajuste das contas públicas duro para que os problemas estruturais do país sejam atacados nos próximos anos", comentou Loyola. O ex-presidente do BC destacou que um eventual default da Grécia seria "um desastre" para a estabilidade financeira na Europa, pois traria sérios problemas relacionados à solidez dos bancos credores, que em sua maior parte são europeus. Nesse contexto, ele ressaltou que o enfraquecimento das instituições financeiras poderia gerar uma nova onda de credit crunch, que seria muito negativa para o bom funcionamento das economias naquela continente. "A Europa está em estagnação. A zona do euro deve registrar um crescimento de 0,9% neste ano e 1,5% em 2011", afirmou. Segundo ele, os EUA devem apresentar, no período, uma expansão mais vigorosa de 2,4% e 2,5% respectivamente. Segundo Loyola, a crise na Europa é muito séria e impõe a países como Portugal, Espanha e Grécia, um grande desafio que é equilibrar as contas púbicas sem que isso mergulhe tais nações numa recessão profunda.

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