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Melhora de indicadores externos leva a avanço dos DIs na BM & F

SÃO PAULO - Novos sinais de melhora da economia europeia divulgados nesta sexta-feira estão levando ao aumento dos prêmios de risco embutidos na curva de juros futuros da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). No Reino Unido, a agência oficial de estatísticas ONS mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país aumentou 1,1% no segundo trimestre de 2010, na comparação com os três meses anteriores, quando o crescimento foi de 0,3%. Esta foi a melhor taxa desde o primeiro trimestre de 2006.

Valor Online |

SÃO PAULO - Novos sinais de melhora da economia europeia divulgados nesta sexta-feira estão levando ao aumento dos prêmios de risco embutidos na curva de juros futuros da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). No Reino Unido, a agência oficial de estatísticas ONS mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país aumentou 1,1% no segundo trimestre de 2010, na comparação com os três meses anteriores, quando o crescimento foi de 0,3%. Esta foi a melhor taxa desde o primeiro trimestre de 2006. Na Alemanha, o indicador do Instituto Ifo, que mede o clima de negócios no país, apontou que os empresários alemães estão mais confiantes na economia. O índice passou de 101,8 pontos em junho para 106,2 em julho, no maior nível desde julho de 2007, quando o indicador marcou 106,3 pontos. Há pouco, o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em outubro de 2010 subia 0,01 ponto percentual, para 10,76%, enquanto o DI de janeiro de 2011 mantinha taxa de 10,89%. Na ponta mais longa da curva, o DI com vencimento em janeiro de 2012 subia 0,07 ponto, para 11,60%. Já os DIs dos primeiros meses de 2013 e de 2014 avançavam 0,02 ponto e 0,01 ponto, respectivamente a 11,90% e a 11,93%. O sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, assinala que os números melhores que o previsto divulgados pela Alemanha e pelo Reino Unido contrariam, de certa forma, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir o ritmo de aumento da Selic para meio ponto percentual. Petrassi avalia que a mudança de discurso do Banco Central, indicando maior preocupação com a inflação corrente no comunicado divulgado após a reunião desta semana, compromete sua própria imagem. "O Banco Central está arranhando um pouco sua credibilidade, depois de sete anos bem sucedidos. Antes, ele não dava tanta importância para a inflação corrente, mas às expectativas, e agora o discurso mudou. Sem dúvida, os operadores de mercado ficaram surpresos com a decisão do BC e a melhora externa dos indicadores vem a demonstrar, mais uma vez, que ele talvez tenha errado na intensidade do aumento dos juros", comentou. "As incertezas para o próximo encontro do Copom só mostram que a comunicação está arranhada." E, segundo Petrassi, a consequência dessa avaliação do mercado será a abertura dos juros futuros na ponta mais longa da curva pelo menos até a divulgação da ata do Copom. (Beatriz Cutait | Valor)

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