Empresa, que nasceu em Santos, pretende dobrar de tamanho em cinco anos e quer região Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Ceará

Divulgação
Marítima quer expandir negócios para fora de São Paulo, diz Samy Hazan
A Marítima quer aproveitar o crescimento do setor de seguros no Brasil para ampliar suas fronteiras. A empresa, 10ª colocada no ranking do País e 6ª em São Paulo, que levar sua marca para outras regiões. “A estratégia é expandir negócios, num primeiro momento, para locais onde já temos filiais, como a região Sul e os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Ceará”, diz o superintendente de Planejamento & Seguro de Pessoas da Marítima, Samy Hazan.

O executivo está otimista. Conta que os planos da seguradora são dobrar de tamanho em cinco anos, atingindo R$ 1,3 bilhão em prêmios emitidos em 2010 e cerca de R$ 2,5 bilhões em 2015. No primeiro trimestre deste ano, a companhia faturou R$ 300,3 milhões em prêmios. Fundada em 1943, na cidade de Santos (SP), no início de suas atividades a companhia operava apenas com os seguros de transportes marítimos e fogo, daí o nome.

Samy conta que o mercado de seguros está em franca expansão no Brasil. Contribui para o otimismo, a exemplo de vários segmentos, as perspectivas de consumo das classes C e D. “As compras de automóveis por essas faixas da população, que estão em franca expansão, sempre vêm acompanhadas de seguros.”

Os planos da Marítima também estão calcados nas próprias projeções de crescimento do segmento de seguros como um todo no País. “A fatia dos seguros no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é de apenas 3%, mas atinge 8% nos Estados Unidos e 10% no Japão”, afirma. “Além disso, nos últimos dez anos, o setor tem crescido em média três vezes mais que o PIB.”

Caixa para investimentos

Para crescer, a empresa vai investir entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões em tecnologia, processos e contratação de funcionários. Os recursos virão do próprio caixa, que engordou após a associação com a seguradora japonesa Sompo Japan, que comprou 50% das ações da Marítima por R$ 336 milhões em maio do ano passado. A união ocorreu após tentativa de abertura de capital com lançamento de ações, frustrada pela chegada da crise financeira internacional.

Em sua tentativa de expansão, a Marítima quer estudar mercados e criar soluções regionalizadas. Atualmente, Samy diz que a seguradora tem um dos portfólios mais equilibrados do segmento: automóveis respondem por 35% do total, saúde por 30%, seguro patrimonial por 30% e vida com 5%.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.