Objetivo é estimular a aplicação em títulos de dívida de empresas e ampliar as fontes de recursos de longo prazo para companhias

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, acenou na quinta-feira com a isenção de Imposto de Renda para debêntures como forma de estimular a aplicação em títulos de dívida de empresas e ampliar as fontes de recursos de longo prazo para companhias.

"O mercado de debêntures é muito modesto aqui no Brasil e nós estamos simplificando esse mercado. Eu não posso antecipar, porque ainda estamos amadurecendo essas medidas, porém essas medidas ficarão prontas em breve e levarão a uma ampliação do mercado de debêntures", disse o ministro.

Ele antecipou, contudo, que "existe uma modalidade nova de debênture vinculada a um determinado projeto sem Imposto de Renda".

"Você reduz o custo da debênture, aumenta a rentabilidade dela. Isso está sendo pensado", acrescentou Mantega, sem dar mais detalhes, após palestra na Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco.

Em 19 de agosto, Mantega anunciou que o governo federal deveria apresentar em um mês medidas para incentivar o aumento das fontes de financiamento para investimentos no setor privado.

A ideia é que instrumentos financeiros como debêntures sejam uma alternativa aos recursos concedidos atualmente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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