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Mantega anuncia nova elevação do IOF para renda fixa

Imposto sobe de 4% para 6%. Também sobe IOF para recolhimento de margem no mercado de derivativos, de 0,38% para 6%

Klinger Portella, iG São Paulo |

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira mais duas medidas para tentar conter a desvalorização do dólar. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi novamente elevado na entrada de estrangeiros na renda fixa, de 4% para 6%. "O objetivo é atenuar os excessos de valorização que estão acontecendo com o real”, disse o ministro na sede da Caixa Econômica Federal, em São Paulo. “O que vai acontecer eu não posso falar, porque não faço previsões cambiais".

Há duas semanas, o governo já havia dobrado o IOF para investimentos em renda fixa para 4%. O ministro da Fazenda nega o anúncio de hoje mostre que a medida não surtiu o efeito desejado. “Em setembro, tivemos a entrada de US$ 16 bilhões na conta financeira”, afirmou Mantega. “Se não tivéssemos aumentado o IOF, a valorização do real teria sido muito maior”.

A segunda medida anunciada por Mantega foi o aumento do IOF sobre o recolhimento de margem nas operações de derivativos, de 0,38% para 6%. “Estamos diminuindo a rentabilidade do mercado futuro”, disse o ministro. Quem opera com derivativo tem de depositar uma margem de garantia de 10% do valor total da operação no conta da bolsa de valores. Segundo Mantega, essa margem movimenta hoje US$ 20 bilhões, o que pode lastrear US$ 200 bilhões. “Olha a capacidade de alavancagem”, afirmou o ministro.

Durante o anúncio, o ministro afirmou que o governo pode adotar outras medidas para conter a entrada de dólares no mercado. “Mas não vamos usar o remédio em excesso porque não queremos atrapalhar o investimento no Brasil”, disse Mantega.

“Desnudei a guerra cambial”

Adriano Lima/Futura Press
Mantega diz que alertou o mundo sobre o problema cambial
Além de anunciar o aumento do IOF, Mantega disse que a guerra cambial precisa ser desativada. O ministro disse que foi o responsável por alertar o mundo sobre o problema. “Essa questão existia, mas ninguém assumia”, afirmou Mantega. “Eu desnudei essa situação, e agora todo mundo assumiu”. Segundo o ministro, a guerra cambial existe na movimentação de todos os países com medidas para desvalorizar suas moedas e ter vantagens comerciais.

Para Mantega, a solução da guerra cambial é uma ação coordenada num âmbito global. “Medidas isoladas são insuficientes”, afirmou. Como exemplo, o ministro citou o acordo Plaza, assinado em 1985 por países como França, Alemanha Ocidental, Japão, Estados Unidos e Reino Unido para depreciar o dólar em relação ao marco alemão e o iene japonês. “Se todo mundo desvalorizar, não adianta. É melhor fazer outro jogo”, disse Mantega. “Enquanto não conseguirmos esse acordo global, vamos tomando as nossas medidas”.
 

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