Publicidade
Publicidade - Super banner
Mercados
enhanced by Google
 

Juros sobem após queda do desemprego e novas regras do BC

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros recobram os prêmios de risco perdidos no pregão de ontem

Valor Online |

. Na avaliação do economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luis Otavio de Souza Leal, com o dado de desemprego bem mais forte do que o previsto pelo mercado, e sabendo que esse é um tema sensível para o Banco Central, esse aumento nos prêmios de risco pode ser encarado como algo natural. Antes do ajuste final de posições, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012, mais líquido do dia, apontava alta de 0,07 ponto, a 11,34%. Janeiro de 2013 mostrava valorização de 0,12 ponto, a 11,78. Janeiro de 2014 ganhava 0,14 ponto, a 11,78%. E janeiro de 2015 também aumentava de 0,14 ponto, a 11,73%. Entre os curtos, novembro de 2010 apontava estabilidade a 10,63%. E janeiro de 2011 projetava 10,64%, também sem alteração. Até as 16h10, foram negociados 701.390 contratos, equivalentes a R$ 59,65 bilhões (US$ 35,64 bilhões), em linha com o observado no pregão anterior. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 212.180 contratos, equivalentes a R$ 18,66 bilhões (US$ 11,15 bilhões). Pela manhã o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) surpreendeu o mercado ao anunciar que a taxa de desemprego caiu de 6,7% em agosto para 6,2% em setembro, menor taxa da série inicia em 2002. Conforme notou o especialista, mesmo descontando fatores sazonais o resultado é forte, um recuou de 6,6% para 6,4%, também menor taxa da série. Outro ponto a ser considerado é a formação da taxa, diz Leal, já que muitas vezes o resultado é obtido através de variações da Pesquisa Economicamente Ativa (PEA). No entanto, no mês em questão, a PEA permaneceu estável, então, o que explica a queda no desemprego é a criação efetiva de novas vagas. Também em pauta no dia estão as novas determinações do Banco Central (BC) que fecharam as brechas que permitiriam ao estrangeiro fazer depósitos de margem na BM&F sem pagar os 6% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Para Leal, essas medidas do governo afetam, principalmente, a parte longa da curva, onde os estrangeiros sempre foram doadores de dinheiro. "Esse tipo de medida dificulta a presença de um player importante do mercado." Sem efeito sobre a formação de preço, conforme o esperado, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros estável em 10,75% ao ano. (Eduardo Campos | Valor)

Leia tudo sobre: Finanças

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG