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Juros futuros sobem com preocupação sobre alta do IOF

DIs com com vencimento em janeiro de 2012 apontava alta de 0,01 ponto, a 11,59%

Valor Online |

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros voltaram a acumular prêmio de risco na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), principalmente, os vencimentos de prazo mais dilatado.

Antes do ajuste final de posições, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012 apontava alta de 0,01 ponto, a 11,59%. Janeiro de 2013, o mais líquido do dia, mostrava valorização de 0,06 ponto, a 11,93%. E janeiro 2014 ganhava 0,09 ponto, a 11,90%. Entre os curtos, outubro de 2010, marcava estabilidade a 10,62%. Novembro de 2010 subia 0,01 ponto, a 10,63%. E janeiro de 2011 projetava 10,66%, sem alteração. Até as 16h10, foram negociados 603.985 contratos, equivalentes a R$ 50,28 bilhões (US$ 29,40 bilhões), alta de 20% sobre o registrado na segunda-feira. O vencimento janeiro de 2013 foi o mais negociado, com 171.005 contratos, equivalentes a R$ 13,26 bilhões (US$ 7,76 bilhões).

Na avaliação do economista-chefe do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, a inclinação mais forte nos vencimentos longos tem relação com as declarações feitas pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, dando conta da possibilidade de maior tributação ao capital estrangeiro. Neto lembra que um aumento na alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é uma redução direta no diferencial de juros entre o mercado local e o externo. Esse tipo de medida acaba afugentando tanto o capital de curto prazo, também chamado de especulativo, quanto o capital de longo prazo.

Em função disso, Neto não descarta a possibilidade de o governo trabalhar com taxas diferentes de IOF para capitais com prazos distintos de investimento. Cabe lembrar que o IOF já foi utilizado para tentar conter a valorização do real. Em outubro do ano passado a entrada de dólares direcionados a aplicações em ações e títulos passou a pagar um "pedágio" de 2%.

Também em pauta no mercado está o Relatório Trimestral de Inflação, que será apresentado na quinta-feira. Para Neto, o documento não deve alterar significativamente a visão transmitida pela ata da reunião de setembro. Atenção ao detalhamento dos modelos de inflação. No entanto, diz o economista, o mercado lê o relatório com certa cautela, afinal, o cenário de curto não é mais tão tranquilo. A economia segue com crescimento firme e a inflação de curto reverteu a queda recente.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro vendeu 1,094 milhão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B) do lote de 1,5 milhão que ofertou, levantando R$ 2,14 bilhões. Hoje também foi realizada uma operação excepcional de compra. Nesse leilão, o Tesouro comprou um lote de 2,5 milhões de NTN-Bs, a R$ 2,58 bilhões. Foram comprados títulos com vencimento em 2012, 2014, 2024 e 2035.

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