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Juros futuros recuam refletindo expectativa de ajuste fiscal

SÃO PAULO - Coluna publicada hoje pelo Valor parece estar mexendo em grande medida com o mercado de juros futuros nesta jornada

Valor Online |

. Os contratos de Depósitos Interfinanceiro (DIs) apresentam relevante redução dos prêmios de risco desde o início das operações na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Minutos atrás, entre os vértices de prazo mais dilatados, o DI do início de 2014 declinava 0,05 ponto, a 11,69%, enquanto o contrato de janeiro de 2015 perdia 0,12 ponto, a 11,67%. O DI com vencimento em janeiro de 2011 mantinha o patamar de 10,65%, enquanto o contrato de abertura de 2012 cedia 0,05 ponto percentual, para 11,32%. Já o DI do início de 2013 recuava 0,10 ponto, a 11,73%. A diretora de redação adjunta do Valor, Claudia Safatle, publicou em sua coluna que o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, acha importante o retorno do superávit primário para 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) que, associado a um crescimento médio de 5,5% da economia nos próximos anos, vai permitir uma forte redução da dívida interna. "Conforme estimativas do Ministério da Fazenda, a dívida líquida do setor público pode cair dos 39,6% do PIB estimados para este ano para 27,8% do PIB em 2014. Cumprindo esse desempenho, a taxa de juros real interna poderia baixar para inéditos 2% ao ano em 2014, estima Barbosa. Até lá, portanto, os ganhos com diferencial de juros estariam praticamente neutralizados. O poder das restrições aos gastos públicos sobre a trajetória da taxa de juros, na avaliação de Barbosa, é limitado. Ele acredita que a política fiscal afeta os juros para reduzir a taxa Selic de 10,75% ao ano para 10,50% ao ano, mas não tem força para fazê-la cair em uma magnitude maior, de 10,75% para 8%, por exemplo. O economista-sênior do Espírito Santo Investiment Bank, Flávio Serrano, avalia que o mercado está de fato repercutindo a matéria. "A medida que Barbosa é um dos nomes cotados do governo e há grande chance de Dilma vencer, há indícios de que pode haver certa ortodoxia no início do novembro e este aceno é o maior responsável pelo reajuste das taxas hoje", apontou. Serrano ressalta a possibilidade de maior integração das políticas monetária e fiscal no próximo governo, que pode beneficiar a trajetória dos juros brasileiros. O sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, observa que, embora o mercado reaja aos comentários de Barbosa, o movimento dos DIs está exagerado. "Há ainda muita dúvida sobre quem serão os próximos ministros, então ainda é precipitado imaginarmos os próximos passos do governo", comentou. Há ainda no mercado quem não veja relação exclusiva entre os comentários de Barbosa e a curva de juros futuros. O economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho, aponta que, entre os fatores que podem estar pesando sobre o mercado, a devolução pode ser apenas um ajuste, devido à alta observada quando o governo lançou o último pacote de medidas para conter a valorização do real. Há também uma questão operacional. Como os investidores já haviam embutido nos preços a vitória de Dilma Rousseff (PT), agentes mais conservadores podem estar apostando na direção contrária, diz Velho. "Mesmo achando que a Dilma pode ganhar, alguns acreditam que vale a pena ficar vendido, porque, em caso de vitória do Serra, eles teriam um prejuízo alto." (Beatriz Cutait e Karin Sato | Valor)

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