SÃO PAULO - Apesar do resultado mais forte que o esperado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de outubro, o mercado de juros futuros registra queda nesta sessão o que, mostra, segundo o estrategista-chefe CM Capital Markets, Luciano Rostagno, apenas um ajuste técnico

SÃO PAULO - Apesar do resultado mais forte que o esperado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de outubro, o mercado de juros futuros registra queda nesta sessão o que, mostra, segundo o estrategista-chefe CM Capital Markets, Luciano Rostagno, apenas um ajuste técnico. Há pouco, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o DI com vencimento em janeiro de 2012 cedia 0,02 ponto percentual, para 11,29%, assim como o DI de abertura de 2013 recuava 0,02 ponto, a 11,70%. Entre os vértices ainda mais dilatados, o DI do início de 2014 tinha baixa de 0,06 ponto, a 11,64%, enquanto o contrato de janeiro de 2015 perdia 0,03 ponto, a 11,63%. "Assim como estamos vendo na Bolsa, o mercado de juros também tem uma pequena correção em relação ao movimento de ontem. Os mercados estão, de certa forma, voltando à normalidade e favorecendo um certo distanciamento dos fundamentos para a curva de juros", pontuou Rostagno, ressaltando que o dia ainda conta com uma agenda externa fraca. No Brasil, a inflação medida pelo IPCA-15 dobrou na passagem de setembro para outubro, ao passar de 0,31% para 0,62%. Esse avanço é explicado em grande parte pelo movimento dos preços dos alimentos. A inflação do ramo Alimentação e bebidas se acelerou de 0,30% para 1,70% entre um mês e outro. Embora considere o resultado do IPCA-15 surpreendente, Rostagno assinala que ele não representa uma mudança significativa no cenário prospectivo de inflação. "Ainda que a alta de hoje possa significar maiores chances de a inflação encerrar o ano acima das expectativas correntes, tanto do mercado quanto do BC, não houve alteração na dinâmica esperada para a inflação no horizonte relevante para a política monetária", pontuou. A CM Capital Markets segue projetando um recuo da inflação no começo do ano que vem e avalia que, em 2011, ela deverá sofrer impacto de um provável ajuste fiscal doméstico, bem como ser favorecida pela manutenção de um crescimento moderado da economia global "Por tudo isto, continuamos apostando na estabilidade da Selic até o final do ano que vem", observou o estrategista da instituição. Ainda nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anuncia o próximo rumo para a taxa básica de juros da economia. O mercado espera a manutenção da Selic no patamar de 10,75% ao ano pela segunda reunião consecutiva. A instituição ainda divulga o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) referente ao mês de agosto. Na gestão da dívida pública, o Tesouro realiza leilão de troca de Notas do Tesouro Nacional - série B (NTN-B). (Beatriz Cutait | Valor)

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