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Juros futuros recuam à espera de ajuste fiscal com Dilma

Para especialista, Palocci passa a ideia de ser um fiador da política econômica e é conhecido por uma visão fiscal mais rígida

Valor Online |

Os contratos de juros futuros começam setembro apontando para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Tal movimento é creditado à sinalização que a presidente eleita, Dilma Rousseff, teria dado no seu discurso de ontem. Segundo um economista que preferiu não se identificar, o mercado viu na fala e na postura de Dilma o aceno de um governo mais contido no lado fiscal. "Principalmente quando Dilma colocou ao seu lado o ex-ministro Antonio Palocci. Isso passou a ideia de um fiador da política econômica que é conhecido por uma visão fiscal mais controlada", disse o especialista.

Pelo lado das palavras, agradou, principalmente, o trecho no qual Dilma falou: "Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável."

No entanto, ponderou o especialista, ainda é muito cedo para comprar a ideia de que esse ajuste fiscal vai de fato ocorrer. "Não dá para cravar nenhuma situação definitiva."

Antes do ajuste final de posições na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012, o mais líquido do dia, apontava queda de 0,02 ponto, a 11,32%. Janeiro de 2013 mostrava desvalorização de 0,06 ponto, a 11,64%. Janeiro de 2014 perdia 0,13 ponto, a 11,56%. E janeiro de 2015 devolvia 0,09 ponto, a 11,54%. Entre os curtos, dezembro de 2010 apontava alta de 0,01 ponto, a 10,64%.

E janeiro de 2011 apontava 10,65%, sem alteração. Até as 16h10, foram negociados 363.945 contratos, equivalentes a R$ 30,21 bilhões (US$ 17,75 bilhões), queda de 56% sobre o registrado no pregão anterior. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 98.430 contratos, equivalentes a R$ 8,68 bilhões (US$ 5,10 bilhões).

Focus

No boletim Focus, a expectativa de inflação para 2010 completou a sétima semana de alta. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado para o encerramento do ano subiu de 5,27% para 5,29%. Para 2011, o prognóstico teve variação marginal de 4,98% para 4,99%. O mesmo vale para a inflação projetada em 12 meses, que cedeu de 5,17% para 5,16%. Não é esperada alteração na Selic, que deve fechar o ano em 10,75%. Para 2011, o mercado continua projetando uma elevação de juro básico a 11,75%. E o crescimento do PIB agora em 2010 saiu de 7,55% para 7,60%. (Eduardo Campos | Valor)

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