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SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros com vencimentos mais dilatados apresentam uma queda na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) ao fim da primeira etapa dos negócios. Há pouco, o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2013 caía 0,06 ponto percentual, para 11,87%, enquanto o DI com vencimento em janeiro de 2014 recuava 0,08 ponto, a 11,82%. O contrato de abertura de 2015, por sua vez, tinha baixa de 0,02 ponto, para 11,80%.

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros com vencimentos mais dilatados apresentam uma queda na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) ao fim da primeira etapa dos negócios. Há pouco, o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2013 caía 0,06 ponto percentual, para 11,87%, enquanto o DI com vencimento em janeiro de 2014 recuava 0,08 ponto, a 11,82%. O contrato de abertura de 2015, por sua vez, tinha baixa de 0,02 ponto, para 11,80%. Entre os vencimentos de curto e médio prazo, o DI de janeiro de 2011 mantinha o patamar de 10,66%, enquanto o contrato do início de 2012 registrava queda de 0,04 ponto, a 11,55%. Na agenda do dia, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve alta de 1,15% em setembro, superando a inflação de 0,77% apurada no mês anterior. O sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, assinala que, embora o resultado do IGP-M tenha tido um pouco mais baixo que o esperado pelo mercado, são as declarações feitas pelo ministro Fazenda, Guido Mantega, que estão influenciado o movimento dos juros futuros. Na noite de ontem, Mantega negou um reajuste da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investimentos estrangeiros em bolsa e em renda fixa logo depois das eleições. Ele não descartou, contudo, a possibilidade de que o governo adote a medida em algum momento, dependendo do comportamento do mercado. De acordo com o ministro, o governo está tomando outras providências para impedir a valorização do real, como a compra de dólares pelo Fundo Soberano. Ele lembrou ainda que o Banco Central pode voltar a atuar no câmbio por meio da compra de dólares no mercado futuro. O sócio-gestor da Leme Investimentos aponta que a queda mensal das vendas de supermercados, relatada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), também pesa sobre o mercado nesta jornada. Embora tenham crescido 1,2% em agosto, na comparação anual, as vendas reais do setor supermercadista caíram 1,4% perante julho. (Beatriz Cutait | Valor)

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