Publicidade
Publicidade - Super banner
Mercados
enhanced by Google
 

Juros futuros longos terminam pregão em baixa

SÃO PAULO - Mais um pregão instável no mercado de juros futuros. Os contratos curtos seguiram próximos da estabilidade, enquanto os longos devolveram parte dos prêmios acumulados recentemente.

Valor Online |

Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros, (BM&F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012, o mais líquido do dia, apontava baixa de 0,02 ponto, a 11,55%, depois de subir a 11,59%. Janeiro de 2013 mostrava desvalorização de 0,07 ponto, a 11,86%. E janeiro 2014 perdia 0,07 ponto, a 11,82%. Entre os curtos, outubro de 2010 marcava estabilidade a 10,62%. Novembro de 2010 também marcava estabilidade a 10,62%. E janeiro de 2011 projetava 10,67%, baixa de 0,01 ponto. Até as 16h10, foram negociados 526.965 contratos, equivalentes a R$ 43,46 bilhões (US$ 25,69 bilhões), alta de 10 % sobre o registrado na quarta-feira. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 160.350 contratos, equivalentes a R$ 13,95 bilhões (US$ 8,12 bilhões). Segundo o operador de juros do Banco Prosper, Rodrigo Maranhão, a percepção que começa a ganhar força no mercado é que o Banco Central (BC) pode vir a subir a taxa de juros já na primeiro reunião de 2011. Se de fato isso acontecer, cai a necessidade de se embutir prêmios maiores nos vencimentos mais longos, por isso que parte longa da curva aponta para baixo. Já para o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, o BC deve mesmo ter que subir os juros em 2011, mas esse movimento de alta teria início apenas no final do primeiro trimestre. Mesmo esperando alta, Petrassi acredita que os prêmio embutidos na curva já estão ficando um pouco exagerados. O DI janeiro 2012, por exemplo, coloca no preço quatro altas de 0,5 ponto, então, prêmios acima disso chamam vendedores. Com outra visão, o estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, avalia que essa instabilidade na curva futura apenas capta o momento de incerteza atual. Segundo o especialista, o mercado conta com uma alta de juros no começo de 2011, mas a pergunta crucial para se apostar nisso é quem será o presidente do BC em 2011. O dia também contou com leilão de títulos do Tesouro. O resultado prévio da operação mostra que todas 300 mil Letras Financeiras do Tesouro (LFT) foram colocadas, movimentando R$ 1,31 bilhão. Também foram colocadas 3,5 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN), a R$ 2,88 bilhões e 680 mil Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F). Ainda foram recompradas 36 mil NTN-Fs. Os investidores chamaram atenção ao menor volume de papéis ofertados, o que pode mostrar uma discordância do Tesouro em se financiar com as taxas que vinham sendo praticadas no mercado. Na agenda do dia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a taxa de desemprego caiu de 6,9% em julho para 6,7% em agosto, contrariando a previsão de leve alta e marcando o menor patamar da série iniciada em março de 2002. Rendimentos em alta, também, o ganho médio em agosto, de R$ 1.472,10, também foi recorde na pesquisa, superando julho. Na média dos oito primeiros meses do ano, os R$ 1.429,21 também representam o melhor número da série. (Eduardo Campos | Valor)

Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG