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Juros fecham pregão próximos da estabilidade

Contratos para janeiro de 2011 projetavam 10,71%, alta de 0,01 ponto.

Valor Online |

Depois do acentuado ajuste de alta que marcou os últimos pregões da semana passada, o mercado de juros futuros busca direção na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). As taxas oscilaram entre alta e baixa até terminarem o dia próximas da estabilidade. Antes do ajuste final de posições, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012 apontava estabilidade a 11,39%, depois de subir a 11,45% e cair a 11,35%. Janeiro de 2013 subia 0,01 ponto, 11,56%. Janeiro 2014 avançava 0,03 ponto, 11,47%.

Entre os curtos, setembro de 2010 cedeu 0,01 ponto, a 10,63%. Outubro de 2010, o mais líquido do dia, apontava estabilidade a 10,66%. E janeiro de 2011 projetava 10,71%, alta de 0,01 ponto. Até as 16h10, foram negociados 684.200 contratos, equivalentes a R$ 58,68 bilhões (US$ 33,45 bilhões), queda de 28% sobre o registrado na sexta-feira. O vencimento outubro de 2010 foi o mais negociado, com 132.230 contratos, equivalentes a R$ 13,10 bilhões (US$ 7,46 bilhões).

Segundo o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, a proximidade da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) impede que os prêmios continuem subindo, pois há o consenso de estabilidade da taxa básica em 10,75% ao ano. Na visão de Petrassi, o ao reduzir o ritmo de 0,75 ponto percentual para meio ponto em julho e sugerir o fim de ciclo, o Banco Central acenou para o quadro externo, que, indiscutivelmente, mostrou acentuada piora entre uma reunião e outra. "Essa piora de cena externa respalda a decisão do BC", diz.

No entanto, pondera Petrassi, ao optar por parar já de subir os juros, é provável que o Banco Central lide com alguma piora da inflação em 2011, o que pode resultar em novas elevações na taxa básica de juros. Para o especialista, esse quadro não pode ser completamente descartado, ainda mais se o país registrar um forte aumento de consumo no final do ano. Na agenda do dia, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de agosto surpreendeu ao mostrar inflação de 0,77%. As previsões sugeriam variação ao redor de 0,70%. O que explica o desvio entre o índice e as projeções é o comportamento do Índice de Preços no Atacado (IPA) Agrícola, que subiu 1,15%, refletindo o preço da soja e das carnes. Já o IPA industrial seguiu pressionado pelo reajuste de preço do minério do ferro. Os investidores também conheceram os prognósticos do boletim Focus.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estimado para o encerramento do ano cedeu de 5,10% para 5,07%. Para 2011, o prognóstico subiu marginalmente, de 4,86% para 4,87%. Já o IPCA projetado em 12 meses teve leve alta de 4,97% para 4,99%. Para a Selic, a mediana seguiu em 10,75% agora em 2010, o que mostra que o mercado não espera mais ajustes na taxa básica de juros. Para o fim de 2011, a taxa projetada segue em 11,50%. Na agenda da terça-feira, atenção o comportamento da indústria em julho. A previsão sugere crescimento de cerca de 1% da produção, após queda de 1% em junho.

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